Na BandNews FM: Nabor defende fim da audiência de custódia e integração das forças de segurança

O candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos) defendeu, durante sabatina na BandNews FM João Pessoa (101,1 MHz), o endurecimento das medidas de combate à criminalidade, o fim da audiência de custódia e a redução da maioridade penal para crimes graves.

A entrevista foi realizada nesta segunda-feira (14). Ao falar sobre segurança pública, Nabor também propôs ampliar o efetivo policial nas ruas, fortalecer o serviço de inteligência e integrar as forças de segurança para enfrentar as facções criminosas.

Fim da audiência de custódia
Nabor afirmou que a audiência de custódia contribui para a sensação de impunidade. Segundo ele, policiais prendem suspeitos, mas essas pessoas podem ser liberadas posteriormente durante a apresentação à Justiça.

“Hoje o policial vai para a rua, põe em risco sua vida, até da sua família mesmo, para defender a gente, prende um bandido. Quando chega na audiência de custódia, a Justiça solta”, declarou.

Para o candidato, as regras precisam ser revistas para assegurar que pessoas que cometam crimes respondam pelos atos praticados.

Combate às facções
Nabor defendeu a integração entre as polícias e o fortalecimento do trabalho de inteligência como estratégias para combater as organizações criminosas.

Na avaliação dele, o avanço das facções não é um problema restrito à Paraíba, mas uma questão que também afeta outras regiões do Brasil e diferentes partes do mundo.

O candidato afirmou que, além de prender integrantes das organizações, é necessário identificar quem financia as facções e acompanhar a circulação dos recursos usados por esses grupos.

Ele também propôs mais policiais nas ruas, com equipamentos adequados, e investimentos contínuos na estrutura da segurança pública.

“As pessoas têm medo de andar nas ruas, as pessoas têm medo de sair de casa, as pessoas têm medo de ir trabalhar”, afirmou.

Nabor reconheceu avanços na segurança pública da Paraíba nos últimos anos, especialmente em relação a veículos, equipamentos, estrutura, capacitação e efetivo. Ainda assim, defendeu a continuidade dos investimentos e a ampliação das ações de prevenção.

Educação como forma de prevenção
Embora tenha defendido leis mais rígidas e medidas de repressão ao crime, Nabor afirmou que o enfrentamento da violência não deve se limitar à segurança pública. Para ele, a prevenção precisa começar pela educação e pela oferta de oportunidades aos jovens.

O candidato citou iniciativas realizadas durante sua gestão em Patos, como creches e escolas de ensino fundamental em tempo integral, programas de férias e atividades de reforço escolar.

Também mencionou o Gera Mais, programa voltado à capacitação de jovens. Segundo Nabor, ações desse tipo podem reduzir a vulnerabilidade de adolescentes ao aliciamento por facções criminosas.

“A gente precisa tratar o problema na base, que é investir em educação, é dar a oportunidade desses jovens terem educação”, disse.

Na avaliação do candidato, a formação escolar e a capacitação profissional podem abrir novas perspectivas e contribuir para a redução da criminalidade a longo prazo.

Redução da maioridade penal
Nabor declarou ser favorável à redução da maioridade penal para adolescentes envolvidos em crimes graves.

Ele afirmou que jovens que praticam crimes considerados de adultos devem responder pelos atos e destacou que as facções utilizam adolescentes na execução de delitos.

“Não podemos aceitar adolescentes cometendo crimes de adultos, crimes hediondos, e sem responder por isso”, afirmou.

O candidato defendeu que o tema seja discutido no Senado, mas ressaltou que a eventual redução da maioridade penal precisa ser acompanhada por medidas de prevenção.

Ele também propôs a criação de um sistema prisional específico para jovens que cometerem crimes, com unidades separadas e acesso a estudo e qualificação profissional.

Segundo Nabor, colocar adolescentes em estabelecimentos dominados por facções pode intensificar o envolvimento deles com a criminalidade. Durante a entrevista, ele citou experiências de Santa Catarina, onde há estruturas que mantêm empresas e atividades profissionais para os detentos.

Apostas e cassinos digitais
Ao tratar das bets e dos cassinos digitais, Nabor defendeu regras mais rígidas e fiscalização ampliada.

Para o candidato, o crescimento das apostas pode provocar endividamento e comprometer a estrutura de famílias. Ele afirmou que é preciso acompanhar de forma mais rigorosa a atuação das plataformas e conscientizar os usuários de que as apostas não constituem uma solução para dificuldades financeiras.

“Tem famílias aí que estão sendo destruídas porque as pessoas entram no sistema de apostas e terminam acabando com tudo que têm, acabando com seu lar, acabando com suas vidas”, declarou.

Nabor reconheceu que o setor já possui regulamentação, mas defendeu mudanças para aumentar o controle sobre as empresas e as plataformas de apostas.

Posicionamento sobre drogas
Nabor também se declarou contrário à liberação das drogas. Questionado sobre a decisão relacionada à posse de maconha para consumo pessoal, afirmou que não apoia a liberação de entorpecentes.

“Eu sou contra a liberação das drogas porque eu acho que a droga gera violência, gera dependência. A droga destrói famílias”, disse.

Para ele, a liberação não acabaria com o comércio de drogas, porque ainda haveria pessoas responsáveis pela venda.

“Na hora que você libera, alguém está vendendo. Não cai do nada”, afirmou.

Crise no STF
Durante a sabatina, Nabor foi questionado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e as acusações que recaem sobre o ministro Alexandre de Moraes.

O candidato afirmou que, diante da existência de indícios, é necessário investigar os fatos e garantir o direito de defesa, para que a pessoa citada possa apresentar sua versão e demonstrar eventual inocência.

Ele avaliou, porém, que denúncias desse tipo têm sido utilizadas como bandeiras políticas, o que considerou prejudicial ao país.

Nabor defendeu que ninguém seja protegido diante de possíveis irregularidades e pregou equilíbrio e seriedade na análise de situações dessa natureza.

“Não se pode passar a mão na cabeça de ninguém”, declarou.

Segundo ele, quem tiver responsabilidade por eventuais irregularidades deve responder pelos próprios atos.

Mandato de ministros do STF
O candidato também defendeu a revisão do modelo de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação de Nabor, o tempo de mandato dos integrantes da Corte precisa ser reavaliado e o sistema atual não deve continuar sem mudanças. Ele propôs a busca de um meio-termo para alterar os critérios relacionados à permanência dos ministros no tribunal.

Motivos para disputar o Senado
Ao explicar por que pretende ocupar uma vaga no Senado, Nabor destacou sua trajetória política e administrativa.

Ele citou os quatro mandatos como prefeito de Patos, os dois mandatos como deputado estadual e as três ocasiões em que exerceu a função de primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.

O candidato também lembrou que foi reeleito prefeito de Patos para o quarto mandato com quase 74% dos votos.

Segundo Nabor, a experiência na administração municipal o preparou para atuar no Senado, especialmente na defesa dos municípios e na busca por mais recursos para áreas como a saúde.

“Eu me sinto preparado para esse momento, com muita garra, com muita vontade de representar a Paraíba no Senado Federal”, afirmou.

da Redação

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