
A mulher investigada por decepar o órgão genital do companheiro, em Campina Grande, apresentou-se à Polícia Civil na última quinta-feira (10). Ela prestou depoimento e foi liberada. O crime ocorreu em 6 de setembro, no bairro da Catingueira.
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O homem, de 33 anos, foi encontrado amarrado e ferido. Segundo a Polícia Militar, ele estava com as mãos e os pés presos e havia perdido muito sangue. O órgão genital não foi localizado no imóvel.
A investigada teria agido depois de suspeitar que o companheiro havia cometido abusos sexuais contra os dois filhos dela, de 8 e 10 anos. A apuração sobre essa suspeita é conduzida por uma delegacia especializada.
O delegado Heitor Soares informou que o inquérito sobre os supostos abusos foi aberto após o pai das crianças registrar um boletim de ocorrência. Áudios e vídeos relacionados ao caso foram encaminhados para perícia, que deverá analisar a integridade e a autenticidade dos arquivos.
As crianças também devem passar por exames sexológicos no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). Conforme o delegado, os procedimentos poderão indicar se houve penetração ou lesões na região genital.
A investigação sobre a agressão contra o homem ficará inicialmente sob responsabilidade da delegacia distrital da área. Ao fim da apuração sobre os supostos abusos, ele deverá ser ouvido para apresentar sua versão.
Relembre o caso
De acordo com o relato dado pelo homem à Polícia Militar, a companheira teria pedido para testar nele alguns tipos de nós aprendidos em um curso de bombeiro civil antes de amarrá-lo.
As crianças teriam contado à mãe sobre os supostos abusos no sábado (5). Conforme as informações repassadas à polícia, elas disseram que o padrasto teria cometido os atos em troca de um celular.
O homem recebeu alta do Hospital de Trauma de Campina Grande na manhã de terça-feira (8). Como não houve prisão em flagrante nem havia mandado de prisão contra ele, a Polícia Civil informou que ele deixou a unidade de saúde.
da Redação