
O Ministério Público Eleitoral (MPE) iniciou um monitoramento de inteligência para identificar e barrar a interferência de organizações criminosas nas eleições de 2026 na Paraíba. O plano estratégico foi confirmado nesta sexta-feira (22) pelo procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga, que apontou o combate ao crime organizado e a fiscalização de elos ilícitos com candidaturas como prioridades absolutas para o atual ciclo político no estado.
A força-tarefa atua na coleta preventiva de dados e cruzamento de informações para mapear movimentações suspeitas nos bastidores partidários. O debate sobre a segurança institucional ganhou tração após o pleito municipal retrasado, que exigiu o envio de tropas federais para conter ameaças em sete cidades paraibanas. O alerta vermelho no estado se consolidou de forma definitiva após a cassação da chapa majoritária de Cabedelo, punida pela Justiça Eleitoral por se beneficiar de um esquema de coerção comandado pelo tráfico de drogas local.
Embora a chefia da Procuradoria classifique como precoce qualquer definição sobre o envio imediato do Exército para a votação de outubro, a pressão nas bases regionais já começou. Magistrados das zonas eleitorais de Itabaiana, Piancó e Bayeux se anteciparam e protocolaram pedidos formais de reforço das Forças Armadas para os seus municípios, motivados pelo acirramento das disputas entre facções e episódios recentes de violência urbana armada nas localidades.
da Redação