Militar tem pistola apreendida em blitz no DF e diz que arma é de Jair Bolsonaro

Uma arma que pertenceria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi apreendida nesta segunda-feira (15), em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.

Ela estava com um militar que se apresentou Estácio Leite da Silva Filho, integrante do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República.

Procurada, a defesa de Bolsonaro não se manifestou. A reportagem não localizou Estácio.

O militar foi encaminhado a uma delegacia e relatou que ele levava a arma para reparos, devido a uma pane, e que pretendia devolvê-la nesta terça-feira (16).

Na abordagem, o PM que parou Estácio disse que pretendia fazer o teste do bafômetro, mas percebeu uma pistola no assoalho do carro. Em reação, o motorista fechou repentinamente o vidro do veículo.

“Diante disso, abri a porta do condutor e recolhi a arma. Solicitei que ele encostasse o veículo no acostamento, ocasião em que desceu e declarou ser integrante do GSI, afirmando que trabalhava com o ex-presidente Jair Bolsonaro”, declarou o policial.

Inicialmente, Estácio disse que a arma era dele, mas a informação não estava de acordo com a verificação feita pela polícia.

“Indaguei novamente, e ele declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a arma ficava dentro do veículo. Que não estava com o registro da arma. Posteriormente, localizei também um carregador sobressalente da arma de fogo. Diante dos fatos, conduzi o envolvido até esta delegacia para as providências cabíveis”, disse o PM.

Em nota, a PM-DF disse que, em uma abordagem feita em Taguatinga (região administrativa do DF), “um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo”.

“Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique o motivo de ele manter uma arma em casa, com carregador sobressalente, e o motivo de ter solicitado reparo no equipamento.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após ficar internado por duas semanas em um hospital de Brasília, com broncopneumonia bacteriana em ambos os pulmões.

com Folha de S.Paulo

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