João condiciona escolha de suplentes à ideologia e deixa anúncio para convenção

A definição dos dois nomes que integrarão a suplência da pré-candidatura ao Senado Federal do ex-governador João Azevêdo (PSB) será pautada estritamente pelo alinhamento político e pela afinidade com as diretrizes do projeto governista. A declaração foi prestada pelo ex-gestor durante entrevista concedida ao jornalista Felipe França, da Rádio Arapuan FM, ocasião em que informou que a confirmação dos nomes ocorrerá exclusivamente no dia 5 de agosto, data reservada para a convenção partidária.

Ao detalhar as diretrizes do processo de escolha, o ex-governador ressaltou que os postulantes à suplência devem demonstrar capacidade de compreensão ampla das ações estratégicas da chapa majoritária.

“O perfil tem que ser político, técnico, alguém que tenha, pelo menos em termos de concepção, a compreensão do que é que a gente entende fazer política. É isso que nós estamos fazendo. Mas no dia 5 todo mundo vai ficar sabendo”, afirmou.

Na avaliação de João Azevêdo, as categorizações entre perfis empresariais ou puramente políticos não devem se sobressair à coerência ideológica necessária para a função.

“O ser humano é um ser político por natureza, seja empresário ou exerça qualquer atividade econômica. O importante é ter alguém que possa, em um caso de substituição, compartilhar ideologicamente do mesmo pensamento. Seria um contrassenso colocar uma pessoa que não estivesse alinhada com o projeto”, declarou.

Composição majoritária e articulação com aliados
Durante a conversa, o ex-gestor comentou as orientações repassadas ao governador Lucas Ribeiro (Progressistas) para a formação da chapa de vice na disputa pela reeleição. João Azevêdo relembrou a dinâmica de trabalho estabelecida ao longo de sua gestão no Palácio do Redenção e ressaltou que a atuação do vice deve agregar capacidade administrativa ao projeto estatal.

“Eu disse a Lucas que ele procurasse alguém para que tivesse a mesma sorte que eu tive quando o escolhi para ser meu vice. Ele desempenhou um papel extremamente importante na gestão, compartilhando decisões e assumindo missões relevantes. Isso está sendo comprovado agora desde que assumiu o governo”, disse, complementando sobre a manutenção do ritmo na administração pública: “Você não viu nenhum descompasso entre o ritmo do governo que a gente tinha e o governo que Lucas está implementando. Isso é prova de que ele se preparou, está pronto e vai fazer a Paraíba evoluir muito mais nos próximos quatro anos.”

O ex-governador também tratou das especulações veiculadas na imprensa local sobre nomes para a composição de sua chapa de senador, como parentes do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos) ou do ex-secretário e também deputado estadual Lindolfo Pires (Progressistas), frisando que o diálogo segue aberto até o prazo final.

“Tem muitas pessoas sendo colocadas. A imprensa toca o nome de muita gente, e nós estamos conversando com muita gente. Vamos avançar. No dia 5 todo mundo vai ter essa informação correta”, ponderou.

Por fim, ao ser abordado sobre os desdobramentos políticos envolvendo o prefeito da capital, Leo Bezerra (PSB), o ex-gestor salientou que mantém o canal de diálogo com o correligionário, condicionando o anúncio do posicionamento final ao próprio aliado.

“Eu nunca descarto nada, até porque essa é uma decisão que é dele, não é minha. Nós já sentamos várias vezes. Falta ele decidir verdadeiramente e fazer esse anúncio. Eu respeitarei qualquer decisão”, concluiu.

da Redação

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