
Os consumidores de energia elétrica atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) passam a pagar mais caro pela conta de luz a partir desta sexta-feira (1º). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a alteração para a bandeira tarifária amarela, o que implica em uma taxa extra nas faturas. A mudança foi motivada pela redução do volume de chuvas, marcando a transição para o período seco, o que impacta diretamente a produtividade das hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de operação é superior.
Com a nova classificação, será aplicado um acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Anteriormente, o sistema operava sob a bandeira verde, que não previa custos adicionais devido às condições climáticas favoráveis para a geração de energia. O modelo de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador para o consumidor sobre os custos reais da produção elétrica no Brasil, variando entre verde (sem taxa), amarela (custo intermediário) e vermelha.
No cenário de bandeira vermelha, os valores são ainda mais elevados para o bolso do cidadão. No primeiro patamar dessa categoria, a cobrança extra sobe para R$ 4,46 a cada 100 kWh, enquanto no segundo patamar o valor atinge R$ 7,87 pelo mesmo volume de consumo. O monitoramento das condições de geração e a definição das estratégias para suprir a demanda energética nacional são realizados mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
da Redação
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