
A deputada estadual e presidente do PT na Paraíba, Cida Ramos, subiu o tom das críticas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (14), após a divulgação de áudios que detalham negociações milionárias para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A parlamentar afirmou que o volume de recursos envolvidos e a natureza das tratativas sugerem a prática de lavagem de dinheiro sob o pretexto de fomento cultural.
O caso ganhou repercussão nacional após reportagem do site The Intercept revelar mensagens e documentos atribuídos ao senador em negociações com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. O montante discutido para a produção da obra audiovisual, intitulada “Dark Horse”, chegaria a US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões. Cida Ramos destacou que os valores são desproporcionais para a realidade do mercado cinematográfico brasileiro, reforçando a tese de irregularidade nas movimentações financeiras.
Segundo o material divulgado, parte do financiamento teria sido repassada ao longo do ano de 2025, enquanto outras parcelas teriam enfrentado entraves. A reportagem aponta que Flávio Bolsonaro chegou a cobrar a continuidade das transferências por meio de áudio, alegando que o projeto corria o risco de ser paralisado. A parlamentar petista defendeu que o envolvimento direto de um ex-candidato à presidência e de seu filho em tratativas dessa magnitude exige uma investigação rigorosa das autoridades.
Em resposta à repercussão, o senador Flávio Bolsonaro confirmou que os áudios são autênticos, mas negou a existência de qualquer ato ilícito, sustentando que as tratativas fazem parte de um projeto cultural legítimo. Apesar do embate político e das acusações de opositores, o caso ainda não possui desdobramentos judiciais consolidados e permanece sob análise técnica e repercussão nos bastidores de Brasília e do estado.
da Redação