
A ofensiva militar de Israel contra o Irã abriu um novo capítulo de tensão no Oriente Médio neste sábado (28). O governo israelense confirmou bombardeios em território iraniano e decretou estado de emergência “especial e imediato” em todo o país. Em seguida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que forças americanas também realizam “grandes operações de combate” com o objetivo de neutralizar ameaças consideradas iminentes.
Segundo autoridades israelenses, a ação teve caráter preventivo. O episódio ocorre poucos dias após a retomada de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, que há anos é alvo de desconfiança de países ocidentais. Enquanto Estados Unidos e Israel sustentam que há risco de desenvolvimento de armas nucleares, o Irã nega a acusação.
A resposta iraniana foi imediata. Mísseis foram lançados contra Israel, acionando sirenes de alerta aéreo em diversas regiões. Explosões foram registradas na área de Haifa, no norte do país. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bases americanas na região e “territórios ocupados” foram atingidos e declarou que as operações continuarão.
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O confronto também atingiu países do Golfo. Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Jordânia informaram ter interceptado mísseis iranianos. Em Abu Dhabi, a imprensa estatal relatou a morte de uma pessoa. O Bahrein confirmou que um centro de apoio à Quinta Frota dos Estados Unidos foi atingido. Em Doha, no Catar, sucessivas explosões foram ouvidas ao longo do dia, e autoridades emitiram alertas para que a população buscasse abrigo. Diante do cenário, companhias aéreas suspenderam voos e o espaço aéreo sobre o Irã ficou praticamente vazio.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota condenando os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel. O Itamaraty manifestou preocupação com a escalada do conflito e defendeu a negociação como único caminho viável para a paz. O governo brasileiro apelou ao respeito ao Direito Internacional e à proteção de civis.
A embaixada do Brasil em Teerã informou que mantém contato direto com a comunidade brasileira para repassar orientações de segurança. As demais representações diplomáticas na região acompanham os desdobramentos e reforçaram a recomendação para que brasileiros sigam as orientações das autoridades locais.
da Redação