
A Polícia Civil da Paraíba liberou, nesta quarta-feira (29), Willis Cosmo, o homem que acompanhava Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, no dia de seu desaparecimento. Apesar de ter sido conduzido à delegacia para prestar novos esclarecimentos logo após a localização do corpo da idosa em uma área de mata no município de Bayeux, ele não é considerado suspeito ou investigado até o momento. Segundo o delegado Douglas García, o depoimento foi colhido por ele ter sido a última pessoa vista com a vítima antes do sumiço, ocorrido na última quarta-feira (22).
O inquérito policial aguarda agora resultados fundamentais de exames de necropsia e testes toxicológicos para determinar a dinâmica do óbito. As análises laboratoriais devem confirmar se a morte foi causada por fatores naturais, violência ou envenenamento. Além disso, a perícia trabalha na verificação de uma peça íntima encontrada próxima ao corpo e no exame minucioso das vestimentas para identificar possíveis sinais de luta ou rasgos. Devido à forte repercussão do caso e ao risco de retaliação popular, agentes da polícia acompanharam o deslocamento de Willis durante os procedimentos desta quarta-feira (29).
Apesar da colaboração do homem, a investigação mantém o foco em contradições identificadas em seus relatos anteriores. Testes de trajeto realizados e cronometrados pelas autoridades demonstraram que o tempo de deslocamento entre o Hospital Metropolitano, em Santa Rita, e o local onde o corpo foi achado não coincide com os horários fornecidos por ele. De acordo com a polícia, o percurso direto levaria cerca de 15 minutos, o que desmente a versão de que eles teriam chegado ao terreno para colher mangas apenas às 13h. Materiais como fios de cabelo e fragmentos de tecido, recolhidos no carro e na casa de Willis no início da semana, também seguem em análise técnica.
da Redação