
O corpo da apresentadora e jornalista Thereza Madalena foi sepultado na tarde dessa quarta-feira (13), em Campina Grande, no Agreste paraibano. Reconhecida como a “rainha da televisão paraibana”, Thereza faleceu aos 85 anos na madrugada da última terça-feira (12), em um hospital de João Pessoa, onde estava internada para o tratamento de um câncer e de complicações decorrentes de uma cirurgia recente.
Com uma carreira que ultrapassou três décadas, Thereza Madalena construiu um legado sólido na televisão paraibana. Natural de Orós, no Ceará, ela adotou a Paraíba como lar e consolidou sua trajetória com passagens marcantes por diversas emissoras, sendo a TV Master seu último ciclo profissional durante 18 anos. Sua atuação no colunismo social e no entretenimento tornou-se uma marca registrada, unindo elegância e profissionalismo.
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Reconhecimento e cidadania
O impacto de sua atuação foi reconhecido pelas principais casas legislativas do estado em datas muito recentes. Em junho de 2024, a comunicadora recebeu o título de cidadã campinense. Já em 26 de abril de 2026, menos de um mês antes de seu falecimento, a Câmara Municipal de João Pessoa aprovou, por unanimidade, a concessão do título de Cidadã Pessoense, uma honraria que ratificou seu vínculo afetivo e profissional com a capital paraibana.
Formação intelectual e versatilidade artística
Para além das telas, Thereza Madalena possuía uma formação acadêmica robusta e diversificada. Graduou-se em Línguas Neo-Latinas pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Sua sede por conhecimento a levou à França, onde se especializou em Línguas e Literatura Francesa pela Sorbonne II. Além disso, possuía qualificações técnicas em jornalismo, radialismo e relações públicas.
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A versatilidade de Thereza também se estendeu às artes cênicas. Além de atuar nos palcos, ela estreou no cinema em 2009, integrando o elenco do filme “O Sonho de Inacim”, obra dirigida pelo cineasta paraibano Eliézer Rolim. A morte da apresentadora deixa uma lacuna na história da crônica social e da comunicação da Paraíba, sendo lembrada por colegas e admiradores como uma mulher de vanguarda e extrema dedicação à cultura.
da Redação