Projeto transforma lixo marinho em produtos recicláveis e promove conscientização ambiental em JP

Um projeto de extensão da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) tem atuado na limpeza de praias de João Pessoa e na reutilização do lixo recolhido para produção de materiais recicláveis e campanhas de conscientização ambiental. Canudos, escovas de dente, chupetas, tampinhas e garrafas plásticas — muitas vindas de outros países, como Japão, Alemanha e Espanha — fazem parte do material retirado do mar.
Intitulado “Mares sem Plástico”, o projeto realiza atividades educativas em comunidades, associações de moradores, aldeias indígenas e escolas públicas e privadas, destacando a importância do oceano e do descarte correto dos resíduos sólidos, especialmente o plástico. Segundo a professora Cláudia Cunha, coordenadora da iniciativa, o trabalho de conscientização é a etapa inicial para estimular mudanças de hábitos na sociedade.
“É necessário realmente trabalhar com a cultura oceânica, que é mostrar para a sociedade a importância do oceano em nossas vidas, como também o descarte correto do resíduo sólido, em especial, o plástico”, afirmou a professora.
O lixo recolhido também é transformado em produtos úteis. Filtros de cigarro, por exemplo, são reaproveitados para a fabricação de tijolos ecológicos e papel reciclável. Tampinhas de garrafa são trituradas e convertidas em placas de plástico, que servem para produzir brinquedos infantis e comedouros para animais de estimação.
Para os estudantes envolvidos, o projeto representa uma oportunidade de unir pesquisa acadêmica e impacto social. A participante Carla Gomes ressalta que o objetivo é criar alternativas ao plástico convencional, diminuindo os danos aos ecossistemas marinhos e incentivando a preservação ambiental junto à comunidade.
“O meu grande sonho é esse. Trazer alternativas para o uso do plástico convencional, que tem feito tanto mal aos nossos ecossistemas, principalmente aos ecossistemas aquáticos. Acredito que a pesquisa, a universidade e o Mares sem Plátisco estão aqui para isso”, disse a estudante.
da Redação




