Prisão de motorista suspeito de matar motociclista em João Pessoa é convertida em preventiva

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Ítalo Jansen de Melo Chaves, suspeito de provocar o acidente que matou o motociclista Anderson França, de 35 anos, no bairro do Cuiá, em João Pessoa. A decisão foi tomada nesta terça-feira (13), durante audiência de custódia realizada pela 1ª Vara da Comarca de Cabedelo.
No despacho, a juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues entendeu que a liberdade provisória e outras medidas cautelares não seriam suficientes diante das circunstâncias do caso. Com a decisão, o suspeito deverá ser transferido para o Presídio do Roger, na capital.
A colisão aconteceu na madrugada de segunda-feira (12). Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente. Outra gravação mostra o que seria a caminhonete conduzida pelo suspeito realizando uma manobra considerada perigosa.
Ítalo foi autuado pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, quando há suspeita de que a pessoa tenha assumido o risco de causar a morte de alguém.
Defesa diz que motorista se distraiu
Por meio do advogado Robério Capistrano, o motorista negou ter feito uma manobra conhecida como “cavalo de pau”. A defesa afirmou que ele teria se distraído ao olhar para o celular de um amigo que estava no veículo.
“Não, ele disse que foi uma distração, que quando olhou, tinha um colega dele do lado que olhou, o amigo estava no celular e foi mostrar um negócio, ele olhou, foi quando puxou a direção e quando viu a moto ele tentou voltar. Pode ver que na imagem mostra que ele não avançou a pista toda, ele estava na metade do carro que quando viu puxou. Aí infelizmente aconteceu o acidente”, declarou o advogado à TV Cabo Branco.
A polícia também investiga a possibilidade de consumo de bebida alcoólica antes da colisão. Segundo o delegado Sylvio Rabello, testemunhas relataram que o motorista teria ingerido álcool. As equipes ainda analisam marcas de frenagem encontradas no local, imagens e depoimentos.
“Nós temos testemunhas de que ele estava ingerindo bebida alcoólica, tem frenagem no local, todas as equipes de várias unidades aqui da central de Polícia Civil estão nessa investigação”, afirmou o delegado.
A defesa contestou essa versão. “Não, nada disso, inclusive quando eu falei com ele pela manhã também, nada disso mostrava o cheiro de bebida, nada disso. Nega, isso aí não tem não”, disse Robério Capistrano.
O delegado informou ainda que a Polícia Civil apura registros anteriores relacionados ao motorista, incluindo boletins de ocorrência e procedimentos envolvendo violência doméstica e acidentes de trânsito.
Apresentação à polícia
O suspeito se apresentou na segunda-feira (12), na Cidade da Polícia, no bairro do Geisel, em João Pessoa. Segundo as informações, o advogado procurou uma equipe da Polícia Militar que fazia rondas na região e pediu que o cliente fosse conduzido para prestar esclarecimentos.
Após a apresentação, Ítalo foi preso em flagrante. A defesa afirmou que pretende usar a entrega espontânea como argumento no processo.
“Estou apresentando ele espontaneamente, ele vai ficar preso, vai para audiência de custódia e eu vou mostrar que ele se apresentou espontaneamente e não há nenhum perigo dele fugir ou ele tentar se eximir da sua responsabilidade”, declarou o advogado.
da Redação




