
Os brasileiros já podem iniciar pelo celular o processo de emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG). O procedimento pode ser realizado por meio de plataformas digitais dos governos estaduais, permitindo consultar as orientações, preencher dados pessoais e agendar o atendimento. Apesar da facilidade, a emissão ainda exige, em regra, uma etapa presencial para a coleta de dados biométricos.
A nova identidade utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação em todo o território nacional. A mudança busca padronizar os registros dos cidadãos e reduzir o risco de fraudes, já que o modelo anterior permitia que uma mesma pessoa tivesse números de RG diferentes em cada estado.
Além da versão física, a CIN também está disponível em formato digital, por meio do aplicativo GOV.BR. O documento possui mecanismos de segurança, como um QR Code que permite verificar sua autenticidade. A primeira emissão em papel é gratuita em todo o país.
Como solicitar a nova carteira de identidade pelo celular?
O procedimento varia conforme o estado de residência, uma vez que a emissão continua sob responsabilidade dos institutos estaduais de identificação. O governo federal disponibiliza uma página que reúne os canais oficiais de agendamento das 27 unidades da Federação.
- Acessar o portal oficial Onde emitir a nova Carteira de Identidade?;
- Selecionar o estado em que deseja solicitar o documento;
- Entrar no sistema de agendamento indicado pelo órgão estadual;
- Preencher os dados pessoais e escolher uma unidade de atendimento, uma data e um horário disponíveis;
- Comparecer ao local indicado para apresentar a documentação e realizar a coleta da fotografia, das impressões digitais e da assinatura.
Em alguns estados, o sistema também permite enviar documentos antecipadamente, facilitando o atendimento presencial. As regras específicas devem ser consultadas no portal oficial de cada governo.
Quais documentos são necessários?
Para solicitar a nova identidade, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento, no caso de pessoas solteiras, ou a certidão de casamento, para pessoas casadas. Também é importante que os dados do CPF estejam regularizados.
Dependendo do estado, pode ser solicitado um comprovante de residência atualizado ou documentação complementar. A orientação é consultar as exigências antes do agendamento, evitando a necessidade de retornar ao posto de atendimento.
Como acessar a identidade digital pelo aplicativo GOV.BR?
Depois de receber o documento físico e de os dados estarem disponíveis no sistema, o cidadão poderá acessar a versão digital pelo aplicativo GOV.BR. Para isso, será necessário entrar na conta, acessar a opção “Carteira de documentos”, selecionar o símbolo de adição (+) e escolher a Carteira de Identidade Nacional.
O serviço permite apresentar o documento diretamente pelo celular. Para utilizar a carteira digital do aplicativo, é necessário ter uma conta GOV.BR de nível prata ou ouro.
Até quando o RG antigo será válido?
A substituição do antigo RG pela Carteira de Identidade Nacional será gradual. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o modelo anterior continuará válido até 28 de fevereiro de 2032, o que significa que não há necessidade de realizar a troca imediatamente.
Há uma exceção para pessoas que já tinham 60 anos ou mais em 23 de fevereiro de 2022, data de publicação do decreto que instituiu a CIN. Nesse caso, a substituição do RG antigo não é obrigatória.
Qual é a validade da nova carteira de identidade?
O prazo de validade da CIN depende da idade do titular na data da emissão. Para crianças com menos de 12 anos, o documento vale por cinco anos. Já para pessoas entre 12 e 59 anos, a validade é de dez anos. A partir dos 60 anos, o documento tem validade indeterminada.
A primeira via em papel e as renovações são gratuitas. A cobrança pode ocorrer na emissão de uma segunda via por perda ou extravio, conforme as regras de cada estado, ou na escolha do modelo opcional em cartão de policarbonato.
com Veja.com.br




