Política

Lucas Ribeiro destaca mobilização por Lula e defende diálogo após vitória presidencial

O governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira (26) que sua participação na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve como foco a mobilização de lideranças e a defesa da continuidade das parcerias entre os governos estadual e federal.

Lucas atribuiu o resultado ao envolvimento de prefeitos, prefeitas, lideranças políticas e eleitores paraibanos. No segundo turno, Lula passou de 1.541.127 votos no estado para 1.794.059, um crescimento de 252.932 votos, equivalente a 16,41%, o maior percentual entre os nove estados do Nordeste.

“Meu papel foi esse: mobilizar. Essa vitória é das pessoas, é do povo que foi para a rua e se engajou, de lideranças políticas, prefeitos e prefeitas que fizeram movimentos nas suas cidades”, declarou.

A atuação de Lucas contrariou a orientação nacional do Progressistas, que apoiou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. O governador também foi citado, em uma análise mencionada durante a entrevista, entre as lideranças relacionadas à renovação da esquerda brasileira. A Folha de S.Paulo teria incluído, na mesma avaliação, Ana Estela Haddad (PT), André Janones (Rede-MG) e Érika Hilton (PSOL-SP).

Ao falar sobre a possibilidade de ampliar sua presença no cenário nacional, Lucas afirmou que pretende atuar na aproximação de grupos políticos com posições diferentes. Ele, no entanto, disse que a prioridade continua sendo a gestão da Paraíba.

“Eu acho que existe um anseio na minha parte de ser uma voz pacificadora, de ser uma voz que busque unir as pessoas”, afirmou.

O governador também defendeu que Lula aproveite o novo mandato para reduzir os conflitos políticos e melhorar a comunicação com a sociedade. “Chegou a hora. Aqui eu faço um chamado a todos: vamos pacificar. A gente não pode estar vivendo em pé de guerra, toda hora, todo ano, toda eleição. Não pode ser sobre essa guerra, essa polarização”, disse.

Em outra declaração, Lucas afirmou que o Governo Federal deve combinar uma comunicação mais eficiente com medidas voltadas às necessidades da população. “O presidente tem a oportunidade agora de não só comunicar-se melhor com a sociedade, mas implementar ações necessárias que busquem a pacificação do nosso país”, declarou.

O governador também relacionou o apoio federal à manutenção dos serviços de saúde na Paraíba. Ele mencionou o aumento do custeio destinado ao estado e citou as obras do Trauma do Sertão, em Patos, e do Hospital da Mulher do Sertão, em Sousa, além de programas como Opera Paraíba e Coração Paraibano.

“Você fazer um hospital é tranquilo. Você com R$ 150 milhões faz um desse. Agora, R$ 150 milhões você faz um. Sabe quanto é o custeio anual do Hospital Metropolitano, por exemplo? É entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões. É um ano. Então, essa é a diferença: a gente tem que ter o apoio do Governo Federal”, afirmou.

Apesar de admitir o interesse em participar mais dos debates nacionais, Lucas ressaltou que pretende concentrar esforços no mandato estadual. Para ele, a projeção da Paraíba no país deve ocorrer a partir dos resultados da administração.

“Eu quero fazer um grande mandato em nosso estado, que, mais do que nunca, a Paraíba seja vista no Brasil afora”, afirmou.

Ao abordar o uso da religião na política, o governador criticou discursos que, segundo ele, transformam a fé em instrumento de divisão. “Ninguém é o dono da família, nem mesmo o dono de Deus, o dono da Bíblia”, declarou. Lucas acrescentou que considera a postura de Jesus diferente daquela adotada por pessoas que utilizam o nome dele no debate político.

da Redação

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