IPC adia laudo sobre mortandade de peixes no Açude Velho e prevê resultado em até 30 dias

A conclusão da perícia que investiga a morte de peixes no Açude Velho, em Campina Grande, não será divulgada nesta quinta-feira (22), como estava previsto inicialmente. O Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) informou que o laudo foi adiado por causa da complexidade dos exames e que o resultado deve sair em até 30 dias.
Segundo a superintendente adjunta do IPC em Campina Grande, Zenia Maria, as primeiras análises já foram encaminhadas aos laboratórios responsáveis e agora dependem da finalização dos procedimentos técnicos. Ela destacou que não houve alteração nos parâmetros utilizados na perícia, apenas a necessidade de ampliar o tempo de avaliação.
Apesar do novo prazo estimado, o IPC não informou uma data exata para divulgação do laudo.
Investigação segue em três frentes
A mortandade de peixes segue sob apuração de diferentes órgãos. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar possível crime ambiental e tenta esclarecer se houve ação humana intencional relacionada ao caso. Amostras de água e um peixe foram recolhidos e enviados para análise no Núcleo de Laboratório Forense do IPC-PB.
Paralelamente, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) mantém uma investigação mais ampla, iniciada com a abertura de inquérito civil em terça-feira (11) de novembro, sob responsabilidade do promotor Hamilton de Souza Neves. O foco inclui o despejo irregular de esgoto no Açude Velho e a relação com a mortandade registrada no manancial.
A Defensoria Pública da Paraíba também acompanha o caso e requisitou o envio de informações em prazo de 15 dias, como relatórios técnicos recentes sobre qualidade da água, cronograma de ações para recuperação ambiental, detalhamento de investimentos no local nos últimos três anos e avaliação de riscos à saúde pública.
Cartão-postal e pressão ambiental
O Açude Velho é considerado o principal cartão-postal de Campina Grande, embora não seja responsável pelo abastecimento da cidade. Historicamente, o reservatório teve papel importante em períodos de seca, mas atualmente recebe água poluída proveniente de canais que desembocam na região. O abastecimento de Campina Grande é feito hoje pelo Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão.
da Redação




