Facções criminosas controlam entorno de presídio e usam lixo como barricada na Capital, alerta MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) identificou uma situação de extrema gravidade no entorno do complexo prisional PB1/PB2, em Jacarapé, na Capital. Durante audiência nessa segunda-feira (6), promotores revelaram que facções criminosas exercem controle na área, utilizando drones para colocar materiais ilícitos dentro dos presídios e instalando câmeras clandestinas para monitorar viaturas policiais, além de fazerem ameaças de resgates violentos de detentos.
A criminalidade se mistura à degradação urbana e ambiental no local, onde pilhas de lixo acumulado são usadas por criminosos para erguer barricadas nas vias que dão acesso às penitenciárias. O Ministério Público também alertou para a expansão de ocupações irregulares em plena área protegida de Mata Atlântica, com imóveis de alvenaria que já possuem até rede elétrica ilegal, configurando indícios de especulação imobiliária criminosa. A vulnerabilidade social da região se agrava com a presença constante de usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
Diante do diagnóstico crítico, o MPPB determinou que os órgãos públicos cerquem a área atingida, intensifiquem a fiscalização ambiental, façam a limpeza dos resíduos e realizem o mapeamento social das famílias que ocupam o espaço. Foi fixado um prazo de 30 dias para a apresentação de relatórios detalhados com as providências tomadas pelas secretarias competentes, enquanto a Promotoria tenta acelerar as ações na Justiça para solucionar o problema de forma definitiva.
da Redação




