Política

Em João Pessoa, Guilherme Boulos defende fim da escala 6×1 e modelo de jornada 5×2

Durante o cumprimento de agenda administrativa na Capital Paraibana nesta quinta-feira (23), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), posicionou-se de forma enfática a favor da extinção da escala de trabalho 6×1. O ministro participou da abertura da feira de serviços “Governo do Brasil na Rua”, em Mangabeira, onde destacou que a redução da jornada é uma necessidade urgente para preservar a saúde mental e o convívio familiar dos trabalhadores brasileiros.

Boulos argumentou que o modelo atual de apenas um dia de folga semanal é um dos principais fatores para o aumento de casos de exaustão extrema e transtornos psicológicos, como a síndrome de burnout e a ansiedade. Segundo ele, a pressão recai de forma ainda mais severa sobre as mulheres, que costumam dedicar o único dia de descanso ao acúmulo de tarefas domésticas. Para o ministro, a transição para o modelo 5×2, que prevê cinco dias de trabalho por dois de folga, representa o padrão mínimo de dignidade que o Governo Federal espera ver consolidado na legislação trabalhista.

Ao tratar dos possíveis reflexos na economia, o integrante do governo Lula rechaçou a necessidade de conceder contrapartidas financeiras ou incentivos fiscais adicionais ao setor empresarial como compensação pela mudança. Ele traçou um paralelo com o aumento real do salário mínimo, afirmando que previsões pessimistas do passado não se concretizaram e que o crescimento do país deve ser acompanhado pela melhoria da qualidade de vida de quem produz. “O Brasil continua crescendo, mas esse crescimento precisa incluir o trabalhador”, pontuou.

A fala do ministro ocorre um dia após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados dar aval à admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. Com a aprovação simbólica do parecer favorável, a matéria avança para uma comissão especial. A expectativa manifestada por Boulos em João Pessoa é de que o projeto tramite com agilidade, passando pelo Senado e sanção presidencial, para se tornar um direito efetivo em todo o território nacional.

da Redação

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