João minimiza adesão de Jhony a Cícero e Lucas cobra explicações

A decisão do médico Jhony Bezerra (Avante) de deixar a base governista e anunciar apoio à pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo do Estado provocou reações distintas dentro do grupo liderado pelo governador João Azevêdo (PSB).
Na manhã desta terça-feira (3), o chefe do Executivo afirmou que a mudança não altera o cenário da base aliada, classificou o posicionamento do médico como decisão pessoal e disse que a medida não vai gerar impacto político no bloco governista. Segundo ele, as lideranças de Campina Grande seguem mantidas no campo de apoio ao Governo.
Já o vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas), pré-candidato ao Governo do Estado, adotou tom mais crítico. Durante a posse de novos professores da rede estadual, em João Pessoa, Ribeiro afirmou que Jhony precisará se justificar politicamente, especialmente em Campina Grande. Lucas destacou que sempre defendeu a permanência do médico na base e citou avanços na área da saúde construídos com participação dele.
Para o vice-governador, caberá ao ex-aliado explicar a decisão de se aproximar do grupo de oposição, ligado ao clã Cunha Lima. Ele afirmou que a missão de prestar esclarecimentos é exclusivamente de Jhony.
O rompimento ocorre após um histórico de embates públicos desde 2024, quando Jhony disputou o segundo turno da Prefeitura de Campina Grande contra Bruno Cunha Lima (União Brasil). Mesmo assim, lideranças da oposição passaram a considerar viável a composição. O presidente estadual do PSD, Pedro Cunha Lima, que já fez críticas públicas ao médico, declarou que não seria obstáculo para uma eventual aliança.
Ao anunciar o apoio a Cícero Lucena, Jhony justificou a escolha com base na experiência administrativa do prefeito da Capital e na condução de políticas públicas que, segundo ele, apresentam resultados.
da Redação




