
A senadora Damares Alves (PL) afirmou, na tarde desta sexta-feira (2), que o ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal em casa. A informação foi divulgada pela própria parlamentar no Instagram.
“Hoje, às 13h, nós tínhamos um evento aqui em Brasília com a Michelle, um dos últimos eventos de campanha. A Michelle não conseguiu ir, porque o presidente Bolsonaro não passou bem. Tanto que, quando a Michelle entrou [em ligação] pelo vídeo, ela estava muito abatida”, disse Damares.
“Foi um dos momentos mais tristes em que eu já vi a Michelle.”
Na sequência, Damares afirmou que eventual derrota da direita nas eleições poderia levar Bolsonaro à morte. “Se a gente não ganhar essa eleição, o presidente Bolsonaro vai morrer na cadeia”, declarou a senadora.
“Se a gente não ganhar esta eleição, vocês acham justo que o presidente Bolsonaro morra preso? Um homem que não cometeu crime algum, [preso] tão somente por uma perseguição política. Ele é um preso político. Agora eu pergunto: que culpa a Michelle tem?”, declarou.
“Michelle é a carcereira do Bolsonaro”
Segundo a senadora, Michelle Bolsonaro também estaria sendo prejudicada pelas decisões judiciais relacionadas ao marido. Damares afirmou que a ex-primeira-dama seria responsável pelos cuidados de Jair Bolsonaro e disse que os dois permaneceriam “presos”, caso a direita não vencesse a eleição.
“Ao mesmo tempo, o ministro Alexandre prendeu o Bolsonaro e ‘prendeu’ a Michelle, porque ele não tem direito a um cuidador. A Michelle é a carcereira do Bolsonaro. Pelo resto da vida, Michelle e Jair Bolsonaro ficarão presos se a gente não ganhar essa eleição”, afirmou.
Damares também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou a Corte de estar “politizada”. Ela citou a participação, por telefone, do ministro Flávio Dino em um evento político e questionou a influência do STF sobre decisões que, segundo ela, deveriam ser tomadas pelo Congresso Nacional.
Ao retomar o episódio envolvendo Michelle Bolsonaro, Damares disse ter ficado emocionada ao vê-la chorando durante a participação por vídeo no evento. “Eu precisava compartilhar a minha tristeza hoje. Quando eu vi Michelle chorando, e eu tive aquela sensação, e tudo que eu falo hoje, eu senti. Ela está presa com o Bolsonaro. É justo a minha amiga estar presa? Ela não cometeu crime algum”, afirmou.
Damares também citou outros nomes que, segundo ela, seriam “presos políticos”, como os generais Augusto Heleno e Braga Netto, além do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres e comandantes da Polícia Militar do DF.
Tornozeleira eletrônica
Na última terça-feira (29), a tornozeleira eletrônica que o ex-presidente usa em prisão domiciliar foi trocada. A informação foi revelada pela coluna Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.
Conforme apurado, uma policial do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica efetuou a mudança. A profissional precisou usar aparelho telefônico para realizar a vinculação e desvinculação do monitoramento eletrônico. A troca ocorreu entre 16h20 e 16h40.
As informações constam em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar. No documento, são informadas, a cada semana, as atividades desenvolvidas por Bolsonaro, preso por condenação de 27 anos e 3 meses devido à trama golpista.
com Metrópoles




