
Miriam Araújo, mãe de Mirelly Laila, presa por suspeita de envolvimento na morte do bebê Bryan Gabriel, de 23 dias, afirmou que a filha pode ter sido vítima de uma armadilha planejada por Marcos Gabriel, pai da criança e suspeito de ter cometido o assassinato. Os dois estão detidos em presídios de João Pessoa.
Miriam contou, nesta segunda-feira (19), que Mirelly conheceu Marcos por meio de um jogo online. Depois de algum tempo, a filha teria se mudado para Belo Horizonte para morar com ele.
Segundo o relato, o casal viveu na casa da mãe de Marcos. Durante o período, Mirelly teria sofrido agressões e perdido uma criança quando estava grávida de quatro meses. A suspeita mencionada pela família é de que o bebê não fosse filho de Marcos.
“[Ela] viveu uns oito meses com esse Marcos lá (Belo Horizonte) e a vida dela estava conturbada, não era o que ela esperava dele. Pensou que ele era uma coisa, mas ele era outra. Lá, a barriguinha dela começou a crescer e ela achava que era dele a criança [menina que Mirelly estava grávida, mas perdeu a criança], que estava grávida dele. Dentro de duas semanas que ela estava com ele, ele começou a fazer agressão na casa da mãe dele. Ela não podia sentar em uma cadeira que ele mandava ela se levantar. Ela tinha mandado um vídeo ele jogando ela no chão, tirando ela da cadeira, judiando com ela. A mãe dele pegou, empurrou ela, bateu na barriga dele e ela perdeu a criança. Já estava com quatro meses”, relatou Miriam.
Ainda conforme a mãe de Mirelly, mesmo depois das agressões, a filha continuou vivendo com Marcos. Posteriormente, os dois se mudaram para a Paraíba. Em Patos, eles teriam terminado o relacionamento, e Bryan foi registrado em nome de Danilo, antigo namorado de Mirelly.
Miriam afirmou que a filha retomou o relacionamento com Danilo após a separação de Marcos. Na avaliação dela, essa reaproximação pode ter motivado o crime.
“Acho que ele planejou isso tudo. O problema dele não é a criança. O foco dele é Mirelly”, disse.
O crime
Bryan Gabriel morreu na última quarta-feira (14) após ser atingido por 24 golpes de faca. De acordo com Dionísio Filho, chefe do Instituto de Medicina Legal (IML), uma das perfurações atingiu o coração da criança.
“Um caso chocante. A equipe pericial identificou no corpo da criança 24 perfurações por arma branca. A gente pode afirmar que ele sofreu, agonizou antes da morte. Foram perfurações no tórax, abdômen, no dorso e na face. Antes de ele chegar ao óbito ele sofreu. Uma das perfurações foi no coração. O bebê perdeu todo o sangue. Acontece o choque hemorrágico, o bebê perdeu todo o sangue até entrar em anemia aguda, mas até esse momento chegar ele agonizou. Não dá para se falar em acidente pelo número de lesões”, afirmou o perito.
da Redação



