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Após busca em cofre de Boa Ventura, auditores do TCE encontram apenas moeda de R$ 0,05

Apenas uma moeda de cinco centavos e cheques assinados em branco. Este foi o valor que auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) encontraram no cofre e dependências da Prefeitura de Boa Ventura, no Vale do Piancó. A constatação foi feita após o cofre ser arrombado, por determinação da Justiça, atendendo a pedido do Ministério Público.

Os auditores do TCE realizaram uma verdadeira peregrinação para ter acesso ao cofre. De acordo com o presidente do órgão, conselheiro Nominando Diniz, o objetivo era conferir a existência de R$ 432.557,28, nos cofres da Prefeitura de Boa Ventura, conforme registro do sistema Sagres do TCE.

Entretanto, chegando lá, na manhã dessa quarta-feira (12), os auditores do órgão técnico, em fiscalização de rotina, foram impedido de ter acesso às dependências da Tesouraria, sob alegação de que o servidor responsável não tinha as chaves da sala.

Nas dependências da Prefeitura nenhum servidor apareceu para franquear o acesso à documentação contábil. Nem o prefeito, nem a secretaria de Finanças estavam no município. O auditor Marcos Patrício, diante do impedimento de acesso, procurou a Promotoria de Justiça, que de imediato peticionou ao Juízo e obteve Decisão Liminar, determinando o imediato acesso a todos os documentos e salas. Mesmo assim não foi possível, porque ninguém tinha as chaves e a alegação era de que estava com o prefeito em João Pessoa.

Diante da insistente recusa, foi necessária outra intervenção judicial, que autorizou o arrombamento das salas e a presença da força policial para garantir o acesso do TCE e do Ministério Público às dependências da edilidade.

“Aberto o cofre, não tinham os R$ 432 mil que estavam declarados. Tinha cinco centavos e em outros ambientes, cheques assinados em branco”, informou Nominando Diniz.

Agora, de acordo com Nominando Diniz, a prefeita de Boa Ventura, Talita Lopes, deve ser acionada para apresentar sua defesa e explicar o paradeiro do dinheiro.

Diante da apresentação da defesa da prefeita, informou ainda o conselheiro, “o Tribunal irá julgar e encaminhar o resultado, se assim for, para outras autoridades, que também terão competência de tomar outras providências”.

com ParlamentoPB

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