TSE cria conselho para monitorar desinformação e uso de IA nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um conselho para assessorar o ministro Kássio Nunes Marques, presidente da Corte, sobre ações voltadas à proteção da legitimidade e da normalidade do processo eleitoral. A medida foi publicada nesta sexta-feira (7), no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

A principal novidade é a inclusão do acompanhamento de riscos associados à inteligência artificial, tema que ganhou centralidade no debate eleitoral diante da disseminação de conteúdos sintéticos, gravações manipuladas e mecanismos automatizados de desinformação.

Conforme o TSE, o conselho terá caráter consultivo e multidisciplinar e reunirá especialistas de áreas consideradas estratégicas para o enfrentamento dos desafios contemporâneos que podem afetar a normalidade das Eleições Gerais de 2026.

Entre os perfis p0revistos, estão profissionais de tecnologia e inteligência artificial; segurança pública e criminalidade organizada; comunicação social, administração pública e orçamento; saúde pública e proteção do eleitor; direito eleitoral e constitucional; relações internacionais, academia, sociedade civil e promoção de direitos fundamentais.

Competências
Entre as competências do grupo, estão a realização de estudos sobre integridade informacional, o acompanhamento de fenômenos relacionados à desinformação eleitoral e ao uso indevido de inteligência artificial, além da formulação de recomendações para aprimorar as ações da Justiça Eleitoral.

A nova área de assessoramento da Corte também poderá propor estratégias de cooperação com outros órgãos públicos, empresas privadas, universidades e entidades da sociedade civil.

Outra frente prevista é a elaboração de iniciativas educativas voltadas à cidadania digital e à conscientização dos eleitores sobre a circulação de informações falsas ou manipuladas.

O que fará o novo Conselho?

  • Monitorar fenômenos relacionados à desinformação eleitoral;
  • Acompanhar o uso indevido de inteligência artificial nas campanhas e no ambiente digital;
  • Propor medidas para fortalecer a integridade informacional do processo eleitoral;
  • Sugerir parcerias entre Justiça Eleitoral, universidades, empresas e sociedade civil;
  • Elaborar pareceres e recomendações para a Presidência do TSE;
  • Incentivar ações de educação digital e combate à desinformação.

Os integrantes serão definidos posteriormente por ato da Presidência do Tribunal. A participação não será remunerada e será considerada prestação de serviço público relevante. O grupo deverá se reunir ordinariamente uma vez por mês, a partir de agosto, com possibilidade de convocações extraordinárias.

Segundo a portaria, o funcionamento do Conselho está previsto até 31 de dezembro de 2026, podendo ser prorrogado.

com Band.com.br

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