
O pré-candidato ao Senado Federal André Gadelha (MDB) subiu o tom das críticas nesta segunda-feira (16) contra o seu concorrente direto na disputa pelo Congresso Nacional, Nabor Wanderley (Republicanos). O emedebista acusou o adversário de adotar uma tática política predatória que estaria gerando instabilidade na oposição e afetando a articulação interna da própria base governista na Paraíba.
O foco da insatisfação de André Gadelha está nas recentes movimentações de Nabor Wanderley em municípios cujos prefeitos e lideranças já haviam formalizado compromisso com o projeto de reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Nos bastidores, a ofensiva do prefeito de Patos sobre as bases tradicionais do MDB provocou forte indisposição entre as legendas aliadas.
Para exemplificar o que chamou de falta de compromisso de grupo, o ex-deputado relembrou suas próprias escolhas na montagem da chapa majoritária para o pleito de outubro. “Olha, eu abri mão da minha candidatura de deputado estadual e em nenhum momento eu coloquei um filho meu a uma filha para disputar a eleição. Eu poderia ocupar o meu espaço com uma pessoa minha, mas eu tive gesto, gesto de grupo, gesto de estar num parlamento que só é unido. Diferentemente desse povo que não tem escrúpulo nem caráter de respeitar um parceiro de chapa”, desabafou.
A reação pública do emedebista coincide com perdas recentes de palanques estratégicos em regiões de grande densidade eleitoral. No Brejo paraibano, Nabor Wanderley ampliou sua área de influência ao atrair o apoio político da prefeita de Guarabira, Léa Toscano.
Outro revés relevante para a coligação de André Gadelha ocorreu na Zona da Mata paraibana, no município de Sapé. O prefeito Major Sidnei rompeu publicamente a aliança que mantinha com o senador Veneziano Vital do Rêgo e anunciou sua transferência de apoio para a pré-candidatura do político republicano, movimento que consolidou o avanço da legenda rival nas áreas de controle do MDB.
da Redação