
A delegada Emília Ferraz foi confirmada pela Polícia Civil como a nova titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT), assumindo o posto após o afastamento compulsório do delegado Braz Morroni. A delegada, que anteriormente exercia a função de adjunta na unidade especializada, assume o comando em meio aos desdobramentos da Operação Perfidus, deflagrada na terça-feira (2) para desarticular um esquema de corrupção, vazamento de dados sigilosos e comércio ilícito de entorpecentes apreendidos em João Pessoa.
Além do antigo gestor, as investigações detalharam a participação de dois agentes da instituição na engrenagem criminosa. O investigador Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido no meio policial como Bomba, foi identificado como o operador central do grupo, encarregado de fazer a ponte direta e negociar com traficantes de facções criminosas. Já o policial Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apelidado de Mão Branca, atuava na subtração das substâncias ilícitas, monitoramento de carregamentos rivais com o uso de rastreadores e no armazenamento dos materiais em sua própria residência.
A ação conjunta cumpre uma série de medidas restritivas e cautelares que incluem nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. Para sufocar o braço financeiro da organização, a Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados no montante de R$ 10 milhões, com base no patrimônio financeiro incompatível levantado durante o monitoramento dos policiais envolvidos.
da Redação