
A defesa técnica do delegado Braz Morroni revelou que o policial civil enfrenta um tratamento oncológico e ingressou com um pedido de prisão domiciliar humanitária durante a audiência de custódia.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3) pelo advogado Diego Cazé, em entrevista à Rádio Arapuan FM. De acordo com o defensor, a condição de saúde era mantida sob sigilo familiar e foi apresentada ao Judiciário para assegurar a continuidade da assistência médica, amparada pela previsão legal de recolhimento residencial para investigados acometidos por enfermidades graves.
Ao analisar as investigações da Operação Perfidus, deflagrada nessa terça-feira (2) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual, Cazé argumentou que a detenção pode configurar o maior equívoco institucional já registrado contra um profissional da categoria na Paraíba.
Os advogados obtiveram acesso formal aos autos na noite dessa terça-feira e sustentam que o material inclui cópias de procedimentos antigos e desconexos com as suspeitas de corrupção e desvio de entorpecentes que motivaram a ação. Para a defesa, a medida temporária cumpriu sua função utilitária com a execução dos mandados de busca e apreensão, não havendo necessidade de manutenção do cárcere.
O posicionamento jurídico também buscou destacar o histórico de atuação de Morroni, classificado pelo defensor como ilibado e sem precedentes de sanções na Corregedoria ou denúncias no Ministério Público.
Diego Cazé enfatizou que o cliente integra a classe mais alta da carreira e relembrou marcos de sua trajetória, como a coordenação da maior apreensão de entorpecentes da história da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e ameaças de morte sofridas durante missões na região do Sertão. O caso segue em análise na Justiça enquanto os advogados aguardam o parecer sobre o pedido de transição para o regime domiciliar.
da Redação