Hospital Metropolitano renova autorização para transplantes cardíacos e retirada de órgãos por quatro anos

O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, unidade do Governo da Paraíba gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) em Santa Rita, teve renovadas pelo Ministério da Saúde as autorizações para retirada de órgãos e tecidos, transplante de coração e transplante pediátrico tipo II. A medida foi formalizada pela Portaria SAES/MS nº 4.154, de 20 de maio de 2026, publicada nessa segunda-feira (25) no Diário Oficial da União, e assegura a continuidade dos procedimentos pelos próximos quatro anos.

A renovação também contempla a equipe especializada responsável pelos transplantes realizados na unidade. Com a autorização, o Hospital Metropolitano permanece integrado ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e à rede pública que atende pacientes adultos e pediátricos com indicação para transplante cardíaco na Paraíba. O grupo é formado por profissionais das áreas de cirurgia cardiovascular, cardiologia, cirurgia torácica e anestesiologia.

“Essa medida significa a renovação do nosso compromisso com a redução de filas de espera, com o fortalecimento da Política Nacional de Transplante e, mais do que tudo, é um reconhecimento pelo Ministério da Saúde da capacidade técnica, da infraestrutura e da consolidação do serviço, o único 100% SUS a realizar transplante cardíaco adulto e pediátrico no Estado”, afirmou Cícero Ludgero, diretor superintendente da PB Saúde.

A autorização para realizar transplantes depende do cumprimento de critérios técnicos, assistenciais e operacionais estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Sistema Nacional de Transplantes. A renovação permite que o Hospital Metropolitano continue realizando retirada de órgãos e tecidos, transplantes cardíacos em adultos e transplantes pediátricos tipo II.

O atendimento aos pacientes ocorre de forma regulada. Pessoas com indicação para transplante são encaminhadas para avaliação por equipe especializada e, quando atendem aos critérios clínicos, podem ser inscritas na lista de espera monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

De acordo com a diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, a realização de um transplante envolve uma rede preparada, composta por uma equipe multiprofissional que atua de forma integrada, garantindo assistência segura, humanizada e contínua em todas as etapas do cuidado.

“Este reconhecimento reafirma que a nossa unidade possui estrutura, organização, tecnologia e equipes capacitadas para continuar realizando procedimentos de extrema complexidade, como as captações de órgão e tecidos e os transplantes cardíacos. Temos hoje uma estrutura consolidada, com terapia intensiva especializada, centro cirúrgico moderno, suporte diagnóstico avançado e equipes treinadas para atuar desde a captação do órgão até o acompanhamento pós-transplante”, afirmou.

Para o diretor assistencial do Hospital Metropolitano, Rodolfo Almeida, a renovação da autorização para os transplantes cardíacos representa segurança e esperança para os pacientes cardíacos paraibanos. “Significa que continuaremos oferecendo, dentro do nosso próprio estado, procedimentos de alta complexidade que antes exigiam o deslocamento para outros centros do País. Isso reduz o tempo de espera, aproxima o paciente da sua família e amplia as chances de sucesso no tratamento.

O transplante de coração é indicado para pessoas com insuficiência cardíaca grave que não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis. Antes de serem incluídos na lista de espera, os pacientes precisam passar por avaliação em estabelecimento autorizado e por equipe médica especializada, seguindo os critérios do Sistema Nacional de Transplantes.

A realização do procedimento depende também da doação de órgãos. No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos após a morte somente ocorre com autorização da família. Por isso, conversar previamente sobre o desejo de ser doador é uma atitude importante para ampliar as possibilidades de salvar vidas.

Balanço
Desde 2022, o Hospital Metropolitano realizou 22 transplantes cardíacos. Somente em 2025, foram nove procedimentos, incluindo o primeiro transplante cardíaco pediátrico da história da Paraíba, realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em novembro daquele ano.

O transplante mais recente aconteceu na madrugada do domingo (24). Um jovem de 25 anos recebeu um novo coração no Hospital Metropolitano, no segundo transplante cardíaco realizado pela unidade em 2026.

“Para nós, que atuamos diretamente na assistência ao transplante cardíaco, a habilitação garante a continuidade de um serviço essencial e que salva vidas diariamente. Muitos pacientes com insuficiência cardíaca avançada encontram no transplante a única possibilidade de recuperação e retorno à vida junto às suas famílias”, destacou Tauanny Frazão, coordenadora do Ambulatório de Transplantes do Hospital Metropolitano.

Ela enfatizou, ainda, que a renovação fortalece toda a rede de doação e transplantes do estado, ampliando a confiança da população e assegurando que a Paraíba continue oferecendo um atendimento de alta complexidade com equipe especializada, estrutura adequada e assistência humanizada.

A unidade é a única da rede pública da Paraíba habilitada para realizar transplante cardíaco em adultos. O serviço conta com estrutura especializada e atuação articulada com a Central Estadual de Transplantes, o Corpo de Bombeiros e a rede hospitalar estadual, especialmente nas etapas de captação, transporte do órgão e realização da cirurgia.

Assistência especializada
Em setembro de 2019, o Hospital Metropolitano recebeu o certificado Amigo do Transplante, honraria concedida pela Central de Transplantes da Paraíba pelas ações desenvolvidas no incentivo à doação de órgãos. Em junho de 2020, a unidade foi credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar transplante cardíaco.

Após o credenciamento, foi implantado o Ambulatório de Transplante, destinado ao atendimento e acompanhamento de pacientes candidatos ao procedimento. Além da assistência a adultos, o Hospital Metropolitano tornou-se o quinto hospital público do País habilitado para realizar transplante de coração pediátrico.

O primeiro transplante cardíaco pediátrico da Paraíba foi realizado na unidade em 21 de novembro de 2025. O procedimento representou um avanço para a assistência de alta complexidade no estado, ao possibilitar que pacientes pediátricos tenham acesso ao tratamento pelo SUS na própria Paraíba.

Secom PB

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