Justiça agenda audiência pública para discutir colapso no sistema de esgoto na orla da Capital

O juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, titular da 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, marcou para o dia 22 de maio, às 9h, uma audiência pública presencial voltada a debater a crise no sistema de esgotamento sanitário da orla marítima. A convocação judicial ocorre em meio a denúncias de que a rede atual é incapaz de suportar o ritmo de crescimento imobiliário da região, resultando no lançamento recorrente de dejetos no mar e em rios que cortam a cidade. O encontro deverá reunir representantes da Cagepa, da Sudema, da Prefeitura de João Pessoa e do Governo do Estado, além de especialistas e entidades técnicas ligadas ao meio ambiente e ao saneamento.

A medida é um desdobramento de uma Ação Civil Pública movida pelo Instituto SOS Animais e Plantas, que aponta falhas estruturais graves e omissão por parte dos órgãos fiscalizadores. No processo, a entidade alega que a infraestrutura de saneamento não acompanhou a densidade urbana recente, gerando prejuízos não apenas ambientais, mas também à saúde pública e à economia turística da Paraíba. O magistrado destacou a necessidade de confrontar dados sobre a real capacidade operacional da rede atual e avaliar se novas ligações de esgoto e grandes empreendimentos estão sendo autorizados sem o devido suporte técnico, o que pode agravar a poluição nos trechos de praias como Cabo Branco, Tambaú e Manaíra.

Além de discutir soluções imediatas, a audiência pública pretende esclarecer as responsabilidades de cada órgão envolvido. A Cagepa, como operadora, é questionada sobre a manutenção das estações elevatórias, enquanto a Prefeitura e a Sudema enfrentam cobranças sobre a fiscalização de ligações clandestinas e o licenciamento de novas construções em áreas saturadas. A ação judicial em curso também pleiteia uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 51 milhões, evidenciando a gravidade do cenário de degradação relatado. A expectativa é que, a partir dos depoimentos e dados apresentados no encontro, o Judiciário possa balizar decisões definitivas para assegurar a preservação da orla e o cumprimento das normas sanitárias vigentes.

da Redação

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Com as variações climáticas, o período de chuvas na Capital e a grande movimentação em torno das festividades juninas, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta para a importância de adotar cuidados simples no dia a dia para evitar gripes e resfriados. O cenário de grandes aglomerações em shows públicos, somado ao tempo úmido, reforça a necessidade de mudanças de hábitos e da atualização vacinal para impedir que os vírus se espalhem. Embora provoquem sintomas parecidos, como nariz escorrendo, espirros e entupimento nasal, o resfriado costuma ser mais leve. Já a gripe apresenta um quadro mais forte, com febre alta, cansaço extremo e dores por todo o corpo. Para barrar essas doenças, a área técnica da Saúde orienta os moradores a adotarem práticas fáceis de proteção no cotidiano. Esse alerta ganha ainda mais relevância diante do monitoramento do tempo para este mês de junho. De acordo com previsões da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período é marcado por muita umidade e chuvas frequentes, que costumam se concentrar durante a noite e nas primeiras horas da manhã. Essa oscilação do tempo e a tendência de as pessoas passarem mais tempo em locais fechados e com pouca ventilação facilitam o contágio pelos vírus respiratórios na Capital. A atenção aos detalhes na rotina diária é o que dita o ritmo da transmissão do vírus. A SMS alerta que, em dias chuvosos, o uso de transporte público e o contato com superfícies de grande circulação, como corrimãos e balcões, exigem atenção redobrada, já que o vírus pode sobreviver ativo por até oito horas nesses locais se as mãos não forem higienizadas de imediato. Além disso, manter escritórios e salas de casa completamente fechados por causa do ar-condicionado ou para se proteger do vento frio, impede a renovação do ar, criando o ambiente perfeito para o contágio. Da mesma forma, hábitos comuns como levar as mãos ao rosto antes de lavá-las ou compartilhar copos e talheres, são as portas de entrada mais frequentes para o vírus no organismo. O secretário municipal de Saúde, o médico Luis Ferreira Filho, destacou que a conscientização coletiva é fundamental para atravessar o período de chuvas com mais segurança, especialmente durante as festividades do mês. “Cuidar da saúde e prevenir essas viroses depende de atitudes simples, mas que salvam vidas. Estamos em junho e as festas juninas continuam movimentando as cidades, o que naturalmente leva a grandes aglomerações em shows e eventos públicos, muitas vezes debaixo de chuva ou sereno. Esse cenário exige um cuidado redobrado de todos. O apelo principal é para que as pessoas aproveitem com responsabilidade, não frequentem os eventos se estiverem com sintomas gripais e nunca se automediquem, pois mascara os sinais da doença e adia o tratamento correto. Adotar a prevenção e manter a vacinação em dia é a nossa melhor proteção, principalmente para blindar nossas crianças e idosos”, afirmou. Para quem já está com os primeiros sintomas, a orientação é procurar primeiro a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de casa. Se o médico da USF perceber a necessidade de um atendimento especializado, o paciente será encaminhado para a Policlínica Municipal de Jaguaribe, onde receberá o acompanhamento de médicos especialistas em alergias ou pulmão. O médico e diretor-técnico da UPA Cruz das Armas, Felipe Montenegro, reforça que a prevenção contra gripes e resfriados depende da adoção de hábitos simples no dia a dia. “Nossa melhor defesa contra gripes e resfriados é construída diariamente por meio de um conjunto de hábitos preventivos. O pilar fundamental é a vacinação anual, que funciona como um treinamento especializado para o sistema imunológico, permitindo que ele reconheça e combata os vírus de forma rápida, evitando complicações graves. No entanto, a prevenção não para na vacina. A higiene das mãos continua sendo uma das armas mais eficazes: lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel interrompe o ciclo de transmissão de diversos patógenos. Além disso, a etiqueta respiratória, como cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, é um ato de proteção coletiva essencial. Por fim, não podemos esquecer que um corpo resiliente depende de um estilo de vida equilibrado. Manter-se bem hidratado, garantir uma alimentação rica em nutrientes e priorizar o sono reparador são medidas que fortalecem diretamente a imunidade natural. Prevenir é um compromisso diário com a sua saúde e com a segurança de quem está ao seu redor”, destacou. Fluxo de atendimento– Nos casos em que os sintomas piorarem, como falta de ar ou febre alta que não passa, o fluxo de atendimento na Rede Municipal é dividido por idade. As crianças com esses sinais devem ser levadas direto para o Hospital Municipal Valentina, enquanto os adultos devem buscar ajuda imediata em uma das quatro UPAs de João Pessoa, que ficam nos bairros Jardim Oceania, Valentina Figueiredo, Bancários e Cruz das Armas. Manter as vacinas em dia continua sendo o passo mais importante para garantir a saúde de toda a cidade. A SMS destaca ainda que, fortalecer a imunização em toda a Capital é o caminho mais seguro para diminuir as filas nas urgências e garantir que a população aproveite o período das festas com proteção integral.

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