André Coutinho denuncia ameaças e monitoramento ilegal em meio à crise política em Cabedelo

O ex-prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), formalizou uma denúncia na 7ª Delegacia Distrital relatando ser alvo de uma série de perseguições, monitoramentos ilegais e ameaças veladas. O registro do boletim de ocorrência ocorre em meio a investigações que apontam conexões entre agentes públicos e grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas.

Dentre os fatos narrados pelo ex-gestor, destaca-se um episódio de vandalismo contra o veículo de uma pessoa de seu convívio, que teve três pneus cortados a faca. Para Coutinho, o ato não foi um crime comum, mas uma clara tentativa de intimidação. Ele afirmou ainda às autoridades policiais que tem recebido mensagens e recados em tom de ameaça, que fazem referências diretas à rotina e à segurança de seus familiares.

Contexto de cassações e operações
André Coutinho teve seu mandato cassado recentemente como desdobramento da Operação “En Passant”, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Gaeco. A investigação debruçou-se sobre a nomeação de pessoas ligadas ao traficante conhecido como Fatoka na estrutura da prefeitura, prática que teria se iniciado na gestão do ex-prefeito Vitor Hugo. A Justiça Eleitoral entendeu que Coutinho foi beneficiado politicamente por esse esquema.

Em sua defesa, o ex-prefeito nega qualquer envolvimento com facções e argumenta que, durante o período eleitoral de 2024, ocupava a presidência da Câmara Municipal, esfera que, segundo ele, não foi alvo das denúncias de contratações irregulares.

Instabilidade na gestão municipal
A crise política em Cabedelo ganhou novos contornos após a realização das eleições suplementares. Edvaldo Neto (Avante), aliado de Vitor Hugo e sucessor interino de Coutinho, venceu a disputa nas urnas, mas foi afastado do cargo apenas 48 horas após a eleição. O afastamento ocorreu em uma nova fase das investigações da PF e do Gaeco, que apontaram que Edvaldo teria dado continuidade ao esquema de contratação de integrantes de facções durante seu curto período como prefeito interino.

O depoimento de André Coutinho agora deve ser analisado pela Polícia Civil, que investigará se as ameaças relatadas possuem ligação direta com os grupos citados nas operações federais ou se fazem parte da acirrada disputa pelo controle político da cidade portuária.

da Redação

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