
A discussão sobre a proposta de fim da escala de trabalho 6×1 ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (11), durante um fórum promovido pelo Farol do Desenvolvimento da Paraíba, em João Pessoa. No encontro, representantes do setor de supermercados defenderam a implementação da contratação por horas trabalhadas como uma solução para viabilizar as mudanças na jornada sem comprometer a saúde financeira das empresas e a manutenção dos postos de trabalho.
As entidades do setor manifestaram apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que institui a possibilidade de remuneração por hora e atualmente busca assinaturas no Congresso Nacional. Para o superintendente da Associação de Supermercados da Paraíba, Damião Evangelista, esse modelo oferece maior liberdade de negociação entre patrões e empregados. A avaliação é que o uso de um banco de horas flexível permitiria um ajuste viável para ambas as partes, evitando o engessamento das regras trabalhistas.
O principal ponto de preocupação dos empresários reside no impacto financeiro, com estimativas de que a alteração direta na escala possa elevar os custos da folha de pagamento em até 20%. Segundo os debatedores, esse aumento corre o risco de ser repassado ao consumidor final ou de impactar negativamente o nível de empregabilidade no estado. O setor argumenta que a mudança sem uma compensação no modelo de contratação traria prejuízos em cascata para a economia paraibana.
O presidente do Farol do Desenvolvimento, José Carneiro, criticou a falta de um debate mais profundo com a sociedade e a tentativa de nivelar todas as categorias profissionais sob uma única regra. Para ele, as relações de trabalho variam drasticamente conforme o segmento, o que exige um diálogo mais detalhado e soluções específicas para cada realidade laboral. O fórum serviu como um alerta sobre os riscos que a proposta, da forma como está sendo conduzida, pode representar para o progresso e a estabilidade econômica da Paraíba.
da Redação
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