
Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoa não identificaram sinais de violência no corpo da idosa Milce Daniel, encontrada morta em uma área de mata em Bayeux na semana passada. De acordo com o diretor do órgão, Flávio Fabres, os testes preliminares também deram negativo para violência sexual e para a presença de substâncias tóxicas. Entretanto, a causa oficial da morte ainda está sendo investigada em exames complementares que possuem prazo de dez dias para conclusão.
O relatório técnico aponta que o avançado estado de decomposição do cadáver dificultou a análise imediata, mas tanto a perícia de campo quanto a autópsia não evidenciaram elementos que apontem para uma morte violenta. O IML esclareceu que, embora os testes de violência sexual tenham dado negativo, o resultado não descarta totalmente outras formas de abuso que não deixam marcas físicas permanentes. A cena onde o corpo foi localizado também não apresentava sinais de alterações ou luta que chamassem a atenção dos investigadores.
Paralelamente, a perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC) trabalha com a hipótese de que a idosa tenha chegado com vida ao local onde foi encontrada. Essa possibilidade é reforçada pelo fato de ela estar calçando sandálias de dedo, que dificilmente permaneceriam no corpo se ele tivesse sido transportado sem vida, além da disposição das vestes e da posição em que o cadáver foi localizado. Uma peça íntima foi encontrada próxima ao corpo, mas a polícia ainda não estabeleceu se o item foi retirado pela própria idosa ou por terceiros.
O inquérito segue sob o comando do delegado Douglas García, que aguarda agora os resultados de exames de DNA em fios de cabelo e fragmentos de tecido recolhidos no carro de Willis Cosmo. Willis, que foi a última pessoa a estar com a idosa antes do desaparecimento, prestou novos esclarecimentos e foi liberado, não sendo considerado suspeito no momento. A Polícia Civil continua confrontando os horários fornecidos por ele com imagens de câmeras de segurança para esclarecer divergências no trajeto entre o hospital e a área de mata.
da Redação