Polícia encontra quatro corpos em matagal e investiga relação com desaparecimento de baianos

Quatro corpos foram localizados na madrugada desta sexta-feira (3) em uma área de mata fechada, dentro de uma granja no bairro do Brisamar, em João Pessoa. A Polícia Civil trabalha agora com a forte suspeita de que as vítimas sejam os quatro operários baianos que desapareceram de uma casa de apoio em Bayeux na última terça-feira (31). O achado ocorreu após moradores da região denunciarem o abandono de um veículo com sinais de sujeira e forte odor nas proximidades do local.

Leia mais: Trabalhadores baianos desaparecem em Bayeux após invasão de casa de apoio

A perícia preliminar realizada no local do crime indica que as vítimas foram executadas há aproximadamente dois dias, período que coincide com o intervalo do desaparecimento dos trabalhadores. Os peritos criminais confirmaram que os homens foram mortos por disparos de arma de fogo e que três deles estavam com as mãos amarradas para trás, evidenciando características de execução sumária. O veículo utilizado no abandono dos corpos, segundo a Polícia Militar, possui registro de roubo no município de Santa Rita.

Devido ao avançado estado de decomposição dos cadáveres, a identificação visual imediata foi impossibilitada. No entanto, a delegada Josenice Andrade, responsável pelo caso, afirmou que a linha do tempo e as evidências encontradas reforçam a tese de que se tratam dos operários de Campo Formoso e Morro do Chapéu. “Existe a possibilidade, diante da data de desaparecimento e do tempo provável de morte, de que se tratem desses quatro homens. Mas só o exame de identificação cadavérica e a perícia técnica poderão confirmar ou não essa suspeita”, explicou a autoridade policial.

Durante a varredura na cena do crime, documentos foram encontrados com duas das vítimas, mas a polícia ainda não confirmou se pertencem aos falecidos ou se foram deixados para confundir as investigações. Os corpos foram encaminhados ao Instituto de Polícia Científica (IPC), no bairro do Cristo, onde passarão por exames de DNA e confronto odontolegal. A Polícia Civil mantém o caso sob sigilo e busca agora identificar os responsáveis pela invasão à casa de apoio em Bayeux e pela subsequente execução no Brisamar, em uma ação que chocou a comunidade e as famílias das vítimas na Bahia.

da Redação

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