João Azevêdo critica gestão de Leo Bezerra e cobra posicionamento sobre eleição presidencial

O senador eleito pela Paraíba, João Azevêdo (PSB), criticou a administração do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), e questionou a ausência de uma declaração pública do gestor sobre o segundo turno da eleição presidencial. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (19), durante entrevista à Rádio Arapuan FM.
Ao avaliar a gestão municipal, João afirmou que a capital paraibana precisa de uma administração profissional para enfrentar os problemas de uma população que se aproxima de 1 milhão de habitantes.
“João Pessoa precisa de uma gestão profissional. A cidade já conta com quase 1 milhão de habitantes, e se você for observar as grandes obras de mobilidade foram feitas pelo governo do Estado. Precisa melhorar muito”, declarou.
O senador eleito também citou dificuldades relacionadas ao ordenamento urbano, com destaque para a questão do zoneamento. Segundo ele, a Prefeitura de João Pessoa não estaria emitindo alvarás na faixa de 500 metros a partir da orla.
“Até hoje isso não foi resolvida essa questão. A prefeitura está sem emitir alvará na faixa dos 500 metros da praia, e por isso tem que encontrar os meios para resolver isso. Não pode ficar um ano sem emitir alvará”, afirmou.
Durante a entrevista, João Azevêdo também comentou a postura de Leo Bezerra na disputa presidencial. Para ele, políticos que pretendem exercer funções de liderança devem assumir publicamente uma posição diante da eleição.
“Eu não faço avaliação da posição dos outros, eu faço avaliação e coloco a minha posição”, disse.
Na sequência, o senador eleito afirmou que considera inadequado um político se declarar isento em uma eleição para a Presidência da República.
“Eu acho que quem é político e quem pretende ser líder não pode ficar em cima do muro. Não existe possibilidade nenhuma de alguém, numa eleição presidencial como essa, se colocar na condição de isento, de dizer: ‘eu não quero opinar’”, declarou.
João Azevêdo concluiu afirmando que não concorda com a ausência de um posicionamento público e classificou essa postura como um equívoco.
“Eu não concordo, eu não faço isso. Eu acho um equívoco não declarar o seu posicionamento”, afirmou.
da Redação




