
O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, seguirão presos no Presídio do Roger, em João Pessoa. Nesta terça-feira (3), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, em julgamento semipresencial, o recurso da defesa que pedia a revogação da prisão preventiva do influenciador e do marido.
Os dois foram condenados em fevereiro, em primeira instância, pela produção de material pornográfico envolvendo adolescentes, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa fixou pena de 11 anos e quatro meses para Hytalo e de oito anos, dez meses e 20 dias para Israel, ambas em regime fechado.
A apuração do Ministério Público da Paraíba teve início formal em dezembro de 2024, após denúncias sobre a participação e a exploração de menores em vídeos gravados na residência do influenciador. O caso ganhou repercussão nacional em agosto de 2025, depois que o youtuber Felca publicou críticas ao conteúdo.
Na sequência, a Justiça determinou a desmonetização dos vídeos e o bloqueio das redes sociais de Hytalo. Também foram cumpridos mandados de busca em imóveis ligados a ele, em João Pessoa.
Hytalo e Israel foram presos em agosto de 2025, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Na ocasião, autoridades policiais levantaram a suspeita de que os dois estariam em uma possível rota de fuga do país. Posteriormente, eles foram transferidos para a Paraíba.
A Justiça do Trabalho também determinou o bloqueio preventivo de bens do casal, em medida que poderia alcançar cerca de R$ 20 milhões. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público do Trabalho, que apura suspeitas de ocultação de patrimônio, tráfico de pessoas e exploração de trabalho irregular.
Os dois ainda foram alvo de operação coordenada pelo Gaeco que investiga lavagem de dinheiro supostamente proveniente de jogos clandestinos e apostas ilegais. A defesa busca anular a condenação na Vara da Infância e Registro Público de Bayeux e Santa Rita. Os advogados sustentam que os vídeos retratavam manifestações culturais e artísticas da periferia.
Além do processo que resultou na condenação, Hytalo responde a outros 14 procedimentos judiciais em tramitação na Paraíba.
da Redação




