Suspeito é liberado após depoimento em investigação sobre morte de empresário paraibano

A Polícia Civil liberou um dos suspeitos detidos durante a investigação da morte do empresário Sérgio Leandro de Almeida, de 47 anos. A confirmação foi feita pelo delegado Roberto Carvalho, responsável pelo caso. O homem, cuja identidade não foi divulgada, havia sido preso junto com outras duas pessoas na terça-feira (9), mas foi solto após prestar depoimento.
Segundo a investigação, o suspeito liberado mantinha um relacionamento com a vítima e teria participação indireta no crime, que é apurado como latrocínio. A principal linha de apuração aponta que a motivação teria sido patrimonial. Os outros dois suspeitos seguem presos, após terem as prisões mantidas em audiência de custódia.
De acordo com a Polícia Civil, o homem que foi liberado relatou que contou com a colaboração de um cunhado, que permanece detido, e que o grupo integra uma quadrilha especializada em roubos e furtos de veículos. O plano inicial seria roubar o carro do empresário e outro veículo que aparece em imagens registradas pouco antes do desaparecimento da vítima, em Gramame, na Zona Sul de João Pessoa.
As investigações indicam que Sérgio Leandro foi dopado pelos suspeitos. Vestígios de vômito encontrados em um dos veículos apreendidos coincidem com material localizado na garganta do empresário. Segundo a polícia, condições de saúde pré-existentes podem ter acelerado a morte após a ingestão da substância. A hipótese inicial é de que o grupo pretendia apenas fazê-lo dormir, mas acabou lidando com o óbito e tentou ocultar o corpo por meio de carbonização.
O empresário foi encontrado morto, com o corpo parcialmente queimado, em uma área de mata no município de Baía Formosa, no litoral Sul do Rio Grande do Norte. O desaparecimento havia sido registrado na segunda-feira (8), pela filha da vítima, na delegacia de Itabaiana. Antes de desaparecer, Sérgio chegou a enviar mensagens de emergência a familiares.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em conjunto com a Delegacia de Itabaiana, na Paraíba. Exames complementares ainda serão realizados para auxiliar na conclusão do inquérito.
da Redação




