Ricardo Coutinho declara voto único para o Senado e desinteresse na disputa pelo Governo do Estado

O ex-governador e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) afirmou que pretende registrar apenas um voto para o Senado nas próximas eleições. Em entrevista à rádio Arapuan FM nesta quarta-feira (10), ele confirmou o apoio exclusivo à reeleição de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e revelou falta de entusiasmo em relação à escolha de um segundo nome para a bancada federal e para a disputa ao Governo da Paraíba.
“Eu tenho um candidato ao Senado, que é Veneziano. Eu tenho trabalhado pelo nome de Veneziano. E não tem escrito em canto nenhum que votar em apenas um não valha”, pontuou o ex-governador.
Coutinho justificou o posicionamento como uma decisão estritamente pessoal, argumentando que não enxerga suas ideias e bandeiras políticas representadas nos discursos dos demais pré-candidatos ao Senado. Segundo o ex-gestor, não há obrigatoriedade legal que o impeça de manifestar apoio a apenas um postulante na urna eletrônica.
No cenário estadual, o ex-governador reiterou publicamente que não votará no atual governador João Azevêdo (PSB). Ele ponderou, no entanto, que a definição sobre o segundo voto ao Senado e os rumos locais ainda poderão ser debatidos com a executiva nacional do PT e seguir a orientação do presidente Lula, com quem pretende dialogar para avaliar a conjuntura política.
“O segundo voto eu tenho que ver essa conjuntura nacional. Sabem que eu não voto no ex-governador [João Azevêdo], eu já disse isso publicamente, e o restante eu vou ter que conversar com o presidente nacional do PT, ver qual a orientação do presidente Lula”, explicou.
O foco central da atuação de Ricardo Coutinho estará concentrado na campanha presidencial. De acordo com ele, a reeleição do presidente Lula é a única prioridade que o motiva no momento, classificando o atual cenário internacional como conturbado, citando como exemplo as recentes ações do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, o que torna o pleito nacional mais relevante do que as disputas regionais.
da Redação




