
Davi Piazza Pinto, acusado de matar o próprio filho, de 11 anos, dentro de um apartamento em João Pessoa, solicitou à Justiça a realização de uma avaliação de insanidade mental. A criança era autista, e o crime ocorreu no ano passado.
O pedido foi apresentado pela defesa à 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba. A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão determinou que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) se manifeste sobre a solicitação no prazo de 10 dias. Até a última atualização, o órgão ainda não havia apresentado parecer.
O procedimento, se autorizado, será realizado por uma junta médica. A avaliação busca verificar se o réu tinha capacidade de compreender o caráter certo ou errado do ato no momento do crime.
Após receber a manifestação do MPPB, a juíza deverá analisar o caso e decidir sobre a instauração do procedimento. Davi permanece preso preventivamente.
Na época do crime, ele se entregou à Polícia Civil em Florianópolis, Santa Catarina. Em depoimento, afirmou que matou o filho porque estava endividado e não queria pagar pensão alimentícia.
Em novembro de 2025, Davi foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A acusação de homicídio qualificado considera o motivo torpe, o emprego de asfixia e o fato de a vítima ter menos de 14 anos.
A defesa do réu não foi localizada para comentar o pedido até a última atualização da reportagem.
da Redação




