
Somente na madrugada desta sexta-feira (16), João Pessoa registrou mais quedas de árvores provocadas pela ventania do que o esperado para o ano de 2024, de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam-JP). Os ventos, que chegaram a 74 km/h, derrubaram, entre meia-noite e 7 da manhã, pelo menos 62 árvores, 12 a mais do que a média anual, que é de 50 árvores. Segundo a Secretaria, esta é a maior quantidade de queda de árvores já registrada em um único dia ao longo dos últimos 20 anos.
A ventania e as chuvas registradas na Capital causaram uma série de transtornos em diversos bairros. Árvores, placas e tapumes de obras caíram, semáforos pararam de funcionar, voos foram desviados, e a rede elétrica também foi afetada.
De acordo com dados do Iate Clube da Paraíba, os ventos registrados na madrugada foram de em média de 27 nós, que equivale a 50 km/h, com um pico de 40 nós, que equivale a 74 km/h. Para se ter uma ideia da intensidade do fenômeno, em condições normais, a média varia de 8 a 10 nós, que é entre 14 e 18 km/h.
As árvores caíram em diversas ruas, escolas, no Parque Sólon de Lucena e em diversos bairros. Dessas, 40% eram de grande porte. O bairro onde mais houve registros foi no Jardim Oceania, principalmente nos parques Parahyba I e II.
Pelo menos 10 árvores caíram no Parque Parahyba I, no Jardim Oceania. No mesmo bairro, uma árvore caiu por cima de carros que estavam estacionados na calçada da Escola Municipal Frei Albino.
Na Avenida Pedro II, no bairro da Torre, pelo menos cinco árvores da Mata do Buraquinho caíram por cima do muro do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e interditaram a calçada.
Na Avenida Camilo de Holanda, também na Torre, galhos de árvores mais finas caíram na via, assim como folhas, frutos e pequenos galhos se espalharam ao longo de toda a avenida, o que exigiu uma maior atenção dos motoristas na região.
No Cabo Branco, o tapume da obra da calçadinha e da ciclovia da orla caiu, assim como algumas árvores do bloco de salas de aula do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) da UFPB.
com G1 PB