
Uma rede internacional de solidariedade começou a se mobilizar para socorrer a Colômbia após o forte terremoto de magnitude 7,4 que devastou a região oeste do país no início desta semana. Em resposta ao desastre que já deixa mais de 220 mortos confirmados e levou o governo a decretar estado de emergência nacional, a União Europeia anunciou o envio de € 2 milhões em recursos, enquanto o Vaticano disponibilizou um repasse inicial de € 100 mil.
A ajuda financeira europeia foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após o acionamento do Mecanismo de Proteção Civil por parte das autoridades colombianas. “À medida que as operações de busca e salvamento prosseguem, a UE está apoiando a Colômbia sempre que possível. Vamos disponibilizar € 2 milhões para apoiar as comunidades nas regiões mais afetadas”, declarou a gestora. No âmbito religioso, o Papa Leão XIV direcionou o auxílio emergencial do Vaticano à Cáritas Colombiana, frisando que o montante é um “sinal concreto de proximidade neste momento de emergência”, com novas remessas previstas conforme o avanço do mapeamento de danos nas dioceses.
No cenário regional, os países-membros e associados do Mercosul divulgaram uma nota conjunta expressando pesar e colocando equipes à disposição para auxiliar na recuperação da infraestrutura e no resgate das vítimas. Contudo, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, enfrenta questionamentos diplomáticos após declarações do mandatário de El Salvador, Nayib Bukele, indicando que o governo local estaria priorizando aportes financeiros e postergando a entrada de socorristas estrangeiros. Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia assegurou que os protocolos para o recebimento de cooperação internacional já foram ativados.
Enquanto a contagem oficial das autoridades aponta 224 óbitos, relatórios de emergência das municipalidades e agências internacionais estimam que o número real de fatalidades já ultrapassa 250 vítimas, concentradas sobretudo nas cidades de Pereira e Cali, onde edifícios inteiros foram reduzidos a escombros. As equipes de resgate trabalham contra o tempo em meio aos destroços na tentativa de localizar sobreviventes presos na estrutura urbana do Eixo Cafeeiro. O evento trágico reacende o trauma do sismo que vitimou mais de mil pessoas na mesma zona em 1999 e amplia a crise humanitária na América do Sul, dois meses após o tremor de terra que deixou milhares de mortos na Venezuela.
da Redação