
O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da PixBet, foi preso nesta quinta-feira (17), durante a segunda fase da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi localizado em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, embora o mandado de prisão preventiva previsse o cumprimento em Campina Grande.
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Após a prisão, Tadeu foi levado para Campina Grande. Ele é primo de Ernildo Júnior, proprietário da empresa de apostas esportivas, que também foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a operação. Até a última atualização, a Polícia Federal não havia divulgado onde a medida contra Ernildo foi cumprida nem os detalhes da apreensão.

A segunda etapa da investigação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e medidas de sequestro de bens. O caso apura suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra as ordens tributária e financeira.
A defesa de Tadeu foi procurada, mas não havia respondido até a última atualização.
Investigação começou em agosto
A Operação Arena foi iniciada em agosto pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Receita Federal. Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em municípios da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
Também foram autorizadas quebras de sigilos bancário e telemático, além do sequestro de bens avaliados em até R$ 1,1 bilhão.
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que recursos obtidos com apostas esportivas eram enviados para uma empresa de fachada registrada em Curaçao. Posteriormente, o dinheiro retornaria ao Brasil apresentado como pagamento por serviços contratados no exterior, embora esses serviços não tivessem sido realizados.
Ainda conforme a apuração, a empresa emitia notas fiscais relacionadas a serviços supostamente prestados. O mecanismo faria os valores parecerem legais após o retorno ao país.
A sede da PixBet, em Campina Grande, foi alvo da primeira fase e a empresa é investigada no caso. Na ocasião, Ernildo Júnior foi abordado por agentes da PF na cidade, e o carro e o celular dele foram apreendidos.
A operação também alcançou o advogado Nelson Wilians, em São Paulo. Na época, a defesa afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet era exclusivamente profissional e decorria da prestação de serviços jurídicos.
A defesa da empresa declarou que não havia tido acesso à decisão judicial que autorizou a operação e que foi surpreendida pela ação. A PixBet informou que se manifestaria depois de analisar o documento.
Atuação da PixBet no esporte e nas vaquejadas
Com sede em Campina Grande, a PixBet oferece apostas esportivas e cassino on-line. A plataforma se apresenta como um site de jogos criado por profissionais do setor de iGaming.
A empresa já patrocinou o Flamengo. O contrato foi encerrado em agosto de 2025, após o clube demonstrar insatisfação com atrasos no pagamento das parcelas. O acordo previa repasses de R$ 125 milhões por temporada.
O Corinthians também manteve contrato com a marca até 2024. Depois do fim da parceria, a PixBet cobrou uma multa de R$ 20 milhões, alegando que havia uma cláusula de exclusividade no segmento de apostas esportivas.
Na Paraíba, a empresa mantém o Serra Branca Esporte Clube, que possui centro de treinamento em Campina Grande e constrói um estádio em Serra Branca. O time disputou a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil neste ano.
A PixBet também está ligada à Arena Vaquejada PixBet, em Gurinhém, às margens da BR-230. O espaço tem cerca de 600 hectares e recebe vaquejadas e shows. Em 2025, a principal competição realizada no local ofereceu mais de R$ 1,4 milhão em prêmios.
Em julho deste ano, a Justiça da Paraíba determinou, em decisão liminar, a suspensão das plataformas de apostas on-line da PixBet em todo o país. A decisão considerou que os mecanismos existentes não impediam o acesso de menores de idade.
Os clubes patrocinados pela empresa não são alvo das investigações da Polícia Federal.
da Redação