
Os corpos dos jovens Israel Magalhães, de 17 anos, e Edjândio Barbosa, de 18 anos, foram sepultados no fim da tarde desta terça-feira (9), sob forte clima de revolta e tristeza de familiares e amigos. Os dois foram executados a tiros na noite de segunda-feira (8), no bairro do Rangel, na Capital, enquanto ocorria uma atividade comunitária de pintura de rua na localidade.
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De acordo com as investigações lideradas pela delegada Josenice de Andrade, os rapazes eram moradores do bairro, amigos próximos e não tinham qualquer envolvimento com a criminalidade ou antecedentes criminais. Eles integravam um projeto social local que oferece reforço escolar, futebol e formação religiosa. No momento do atentado, os dois haviam ido apenas buscar uma chuteira quando foram surpreendidos por criminosos que saíram de uma área de mata efetuando os disparos.
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O ataque foi registrado por câmeras de segurança da região, que mostram a aproximação dos atiradores. A perícia criminal, conduzida pelo perito João Douglas, apontou que os jovens foram mortos com tiros à queima-roupa: um deles recebeu oito disparos e o outro foi atingido por cerca de dez impactos. O atentado também deixou outras duas pessoas feridas, de 37 e 40 anos, que foram socorridas para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa: o paciente mais velho já recebeu alta e o outro segue internado em estado estável.
Em meio ao luto, a mãe de Israel, Iracema Magalhães, desabafou sobre a perda do filho, a quem descreveu como um jovem apegado à família e apaixonado por esportes. Ela cobrou uma resposta enérgica das forças de segurança pública para conter a violência na comunidade e evitar que novas famílias passem pela mesma dor. Até o momento, a Polícia Civil analisa as imagens do circuito de monitoramento para tentar identificar os autores do duplo homicídio, mas nenhum suspeito foi preso.
da Redação