
A continuidade da greve por tempo indeterminado dos servidores públicos de Campina Grande depende exclusivamente do cumprimento de acordos salariais por parte do Poder Executivo municipal. Em entrevista nesta quinta-feira (4), o presidente do Sintab, Franklyn Ikaz, afirmou que a categoria está aberta ao diálogo para encerrar a paralisação, mas exige que a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima quite os valores em atraso com o funcionalismo: “A greve só acaba se ele entregar aos servidores o que a Prefeitura está devendo”.
Os trabalhadores intensificaram os protestos com uma manifestação na abertura do São João, no Parque do Povo, motivada pelo descumprimento de prazos anteriormente acordados com o município. Segundo o sindicato, após a apresentação da pauta de reivindicações, o prefeito solicitou um prazo para implementar as medidas, mas cortou os canais de comunicação com a categoria após o vencimento do período.
A pauta de queixas dos servidores inclui a falta de reajuste salarial para diversas categorias em 2026 e a existência de trabalhadores municipais com vencimentos básicos abaixo do salário mínimo vigente. O Sintab também cobra o repasse imediato de verbas federais retidas pelo município, como o Incentivo Financeiro Adicional (IFA) e os recursos de cofinanciamento da saúde, que já foram depositados nas contas da Prefeitura.
A representação dos trabalhadores informou que aguarda a convocação de uma audiência formal com o prefeito para tentar pacificar o impasse.