Arsenal, plano de mortes e surto: detalhes do crime que chocou o bairro São José

O homem de 51 anos que matou a própria irmã, fez a mãe refém, atirou contra um vizinho e depois se matou, mantinha em casa, de acordo com a Polícia, um arsenal de armas e equipamentos, além de anotações que descreviam planos para assassinar familiares e pessoas próximas.
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As investigações apontam que no imóvel havia itens de uso tático, como coturnos, touca ninja, coldre e roupas semelhantes às utilizadas por forças policiais. O suspeito também guardava um revólver calibre .38, carregadores rápidos, uma machadinha, um taco cravejado de pregos e dois artefatos explosivos artesanais.
O delegado Diego García informou que parte da tragédia só não foi maior porque a arma falhou em diferentes momentos. Um dos disparos que não se concretizou permitiu a fuga de um sobrinho, que chegava ao local durante o ataque. A irmã chegou a tentar escapar da mesma forma, mas acabou morta.
Um vizinho de 67 anos, que tentou ajudar, foi atingido no pescoço e precisou passar por cirurgia no Hospital de Trauma. Ele permanece internado em estado estável. Já a mãe do atirador, mantida sob ameaça, recebeu alta médica após atendimento.
Parentes relataram que o homem fazia tratamento contra depressão, mas havia interrompido o uso de medicamentos controlados há cerca de quatro meses. No caderno apreendido pela polícia, ele listava nomes de pessoas que gostaria de eliminar, reforçando a suspeita de que preparava novos ataques.
A investigação agora busca esclarecer como o suspeito teve acesso a armas e materiais de uso restrito e avaliar se havia alguém mais envolvido na elaboração dos planos.
da Redação




