
Durante uma passagem por Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, nesta quinta-feira (17), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) anunciou que pretende levar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o reajuste de 15% concedido pelo governo ao Bolsa Família.
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A medida elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Já a média paga aos beneficiários passou de cerca de R$ 675 para aproximadamente R$ 777. Segundo a equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o aumento recompõe a inflação acumulada entre o início da gestão, em 2023, e agosto deste ano.
Renan, porém, questionou a legalidade da atualização durante o período eleitoral. Em discurso a apoiadores, afirmou que o presidente não poderia aumentar um benefício social nesse momento e classificou a decisão como “ilegal” e “criminosa”. Também acusou o governo de promover uma suposta “compra de voto”.
“O Lula aumentou em coisa de 100 reais o Bolsa Família. Isto é ilegal, estou ingressando com uma ação no TSE. Você não pode aumentar benefício social na época do período eleitoral. O que o Lula está fazendo é criminoso, é compra de voto”, declarou.
O candidato chegou à cidade por volta das 11h em um ônibus que faz parte de uma caravana de campanha pelas regiões Sul e Sudeste. Na agenda, além de criticar a condução do governo federal, reiterou a intenção de questionar o reajuste na Justiça Eleitoral.
Até o momento, a ação não havia sido protocolada. Caso seja apresentada, o TSE deverá examinar os fundamentos do pedido e verificar a aplicação das regras eleitorais à atualização de benefícios sociais.
da Redação