
O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado pelo PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, teceu duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A reação ocorre após o magistrado suspender, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, nesta terça-feira (14), Queiroga classificou o ministro como um “tirano” e sustentou que a medida representa uma afronta direta ao exercício da advocacia.
Para o ex-ministro, a restrição de contato viola as prerrogativas profissionais, uma vez que o parlamentar atua na defesa jurídica do próprio pai. “Olha, o Flávio é advogado do presidente Jair Bolsonaro. A decisão do Alexandre de Moraes, inclusive, afronta a questão da advocacia, do exercício livre da advocacia. Então eu acredito que o senador Flávio vai utilizar os meios legais para recorrer dessa decisão do senhor Alexandre de Moraes”, argumentou o pré-candidato.
Durante a entrevista, Queiroga adotou um tom incisivo e sugeriu que o Judiciário vem agindo com parcialidade nas decisões que envolvem aliados do ex-presidente. Ele cobrou um retorno à neutralidade técnica dos magistrados e indicou que a resposta ao atual cenário institucional deverá vir do parlamento nas urnas.
“O ministro Alexandre de Moraes mostra o que ele realmente é, um tirano que se acha acima das leis e da Constituição Federal. Mas o povo brasileiro está avisado e vai eleger senadores conservadores e independentes para aplicar no Alexandre de Moraes um cartão vermelho, que é o que ele merece”, declarou.
O emedebista encerrou o assunto manifestando expectativa de que a Suprema Corte reavalie a imposição da medida cautelar. “Isso é o que houve. E agora são dois pesos e duas medidas. Esperamos que ele faça uma reflexão e volte a atuar como um juiz, não como um xerife”, concluiu.
da Redação