
A Parceria Público-Privada (PPP) firmada pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba com a empresa espanhola Acciona não provocará reajuste nas tarifas cobradas da população e tampouco representa a venda do patrimônio estatal. A garantia foi dada pelo presidente da companhia, Marcus Vinícius, ao contestar declarações do ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena (MDB), sobre a gestão do saneamento básico na Paraíba.
Nesta sexta-feira (24), o gestor sustentou que a modelagem contratual adota mecanismos para equilibrar os custos e proteger o bolso do consumidor. O posicionamento rebateu posicionamentos recentes de Cícero Lucena, que prometeu revogar o acordo caso seja vitorioso nas eleições de outubro, afirmando que a parceria resultaria em elevação nos preços cobrados dos usuários.
Ao detalhar a natureza do acordo, Marcus Vinícius enfatizou que a administração da Cagepa e o recolhimento das taxas continuam sob controle público. O executivo esclareceu que a contratação da multinacional visa exclusivamente acelerar os investimentos para universalizar a cobertura de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos, sem transferência do controle acionário da estatal.
“Eu vou desmistificar uma fala que foi feita pelo ex-prefeito Cícero Lucena, de que aumentaria a tarifa. Pelo contrário, a PPP está preservando para não aumentar. A população só vai ver a Acciona nas marcas dos carros e nas fardas. Porque o relacionamento é comigo. Eu que recolho as taxas, que pago a empresa mediante critérios. É transparente. Eu não vendi nada. A Cagepa foi vendida para a Acciona? Mentira. A Cagepa contratou a Acciona por meio de uma modelagem de PPP para se somar conosco e avançar na cobertura de esgotamento sanitário em 85 municípios. Esse é o fato”, declarou o presidente da empresa pública.
da Redação