
A Polícia Civil da Paraíba trouxe a público detalhes sobre o funcionamento do suposto esquema de “rachadinha” e contratação de funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Bayeux, alvo da Operação Mal Partido nesta terça-feira (28). De acordo com a delegada Viviane Souto, a vereadora Rosiene Sarinho (PSB) utilizava a oferta de cargos de confiança para exigir o repasse de parte dos salários dos assessores.
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As investigações apontam uma divisão de tarefas dentro do grupo. Enquanto o filho da parlamentar, que ocupava o cargo de secretário de Planejamento de Bayeux à época dos fatos, era responsável por exigir os valores, muitas vezes via telefone, a coleta do dinheiro em espécie era feita pessoalmente por um assessor da vereadora. “Os valores eram retirados em espécie e exigidos pelo filho dela”, confirmou a delegada.
Tentativa de destruição de provas
Um dos momentos de maior tensão da operação ocorreu durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Segundo a polícia, ao perceber a chegada das equipes, a vereadora teria arremessado um aparelho celular do 19º andar de um prédio. Ao todo, cinco celulares foram apreendidos, além de notebooks e documentos que passarão por perícia para identificar o número exato de servidores vítimas da prática ilícita.
Posicionamento da Câmara Municipal
Em nota oficial, a Câmara Municipal de Bayeux reiterou que ainda não recebeu notificação formal sobre o desfecho da investigação ou qualquer determinação judicial de afastamento imediato da parlamentar. A Casa Legislativa informou que aguarda os documentos dos órgãos competentes para adotar as providências administrativas e éticas cabíveis.
A defesa de Rosiene Sarinho já havia manifestado que a vereadora está serena e que colaborará com o esclarecimento dos fatos, embora questione a necessidade de medidas extremas antes do acesso integral aos autos do processo.
da Redação