Polícia Civil apreende mais de 1.500 imagens em operação que removeu câmeras de facções

A megaoperação integrada das forças de segurança da Paraíba que desmantelou uma rede clandestina de monitoramento composta por mais de 70 câmeras nesta quinta-feira (18) também resultou na apreensão de mais de 1.500 imagens. O sistema tecnológico era operado por facções criminosas para vigiar a rotina dos moradores e rastrear o deslocamento de viaturas policiais em bairros estratégicos de João Pessoa e de outros oito municípios da Região Metropolitana.

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A investida envolveu um contingente de 150 agentes da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, espalhando-se pelas cidades de Santa Rita, Cabedelo, Conde, Bayeux, Pedras de Fogo, Pitimbu, Alhandra e Caaporã. De acordo com o balanço policial, muitos dos equipamentos retidos funcionavam via transmissão remota por Wi-Fi. Durante as incursões no município de Cabedelo, os policiais conseguiram localizar e prender em flagrante um homem apontado como o operador responsável pelo gerenciamento de parte dessas imagens.

O material tecnológico confiscado passará por perícia técnica para subsidiar novas investigações. Segundo o delegado Carlos Othon, o foco agora é rastrear os IPs das conexões e identificar os líderes das facções que financiaram a estrutura de espionagem. “Não se trata de um trabalho que se encerra com a extração das câmeras. Isso vai servir como elemento de prova para inquéritos que vamos instaurar. Lembrando que esse crime pode chegar até oito anos de reclusão. O próximo passo é atribuir e identificar as pessoas que estão tentando fazer esse domínio”, explicou a autoridade policial.

As autoridades de segurança pública ressaltaram que ainda investigam há quanto tempo a rede funcionava e se os dados captados eram compartilhados com organizações criminosas de outros estados. Para evitar o retorno dos equipamentos aos postes e fachadas das comunidades atingidas, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Romildo, assegurou que o policiamento ostensivo será intensificado por tempo indeterminado e que a fiscalização contra redes paralelas de vigilância será estendida para o interior da Paraíba nos próximos dias.

da Redação

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