
A equipe jurídica do Partido Liberal (PL) identificou uma alteração cadastral no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impede, temporariamente, o registro da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. No documento oficial da Justiça Eleitoral, o parlamentar consta como desfiliado do PL e inscrito, desde essa quarta-feira (12), nos quadros do partido Missão, sigla que já oficializou a candidatura de Renan Santos ao Palácio do Planalto. A incoerência na base de dados foi notada no momento em que os advogados reuniam a documentação aprovada por unanimidade na convenção nacional do PL para protocolar a chapa.
A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, classificou o episódio como um ato “inequívoco que foi fraudulento” e confirmou o acionamento imediato da Corte Eleitoral para despachar com o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques. “Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe”, afirmou a jurista em entrevista à GloboNews. A certidão registrava o vínculo de Flávio com o PL desde 8 de dezembro de 2021 até a alteração indevida.
O fato também repercutiu entre lideranças políticas da Paraíba. Em entrevista à Rádio Arapuan FM, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), minimizou o impacto do incidente na preparação da campanha ao avaliar a suposta invasão. “Isso é café pequeno para ser resolvido diante dos problemas que o Brasil enfrenta atualmente”, declarou o parlamentar.
O rito de regularização cadastral corre contra o tempo, visto que o prazo limite estabelecido pelo TSE para o registro oficial de todas as candidaturas à Presidência, governos estaduais, Senado e câmaras legislativas se encerra às 19h deste sábado (15), véspera do início liberado para a propaganda eleitoral.
da Redação