Paraíba registra 237 colisões de veículos contra postes no primeiro semestre de 2026

A Paraíba contabilizou 237 colisões de veículos contra postes de energia elétrica entre janeiro e junho de 2026, marca que representa uma média superior a um acidente do tipo por dia. O balanço foi divulgado neste sábado (25) pela Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia no estado.

Além dos riscos à integridade de condutores, passageiros e pedestres, os abalroamentos geram interrupções no fornecimento de eletricidade nas regiões impactadas.

De acordo com o levantamento, João Pessoa liderou os registros no primeiro semestre, acumulando 35 ocorrências. Campina Grande aparece na segunda posição, com 23 acidentes. O mapeamento aponta ainda municípios da Grande João Pessoa, do Agreste e do Sertão paraibano.

Ranking das cidades com maior número de colisões no 1º semestre:

  1. João Pessoa: 35
  2. Campina Grande: 23
  3. Cabedelo: 7
  4. Sousa: 6
  5. Esperança: 4
  6. Guarabira: 4
  7. Queimadas: 4
  8. Santa Rita: 4

Orientações de segurança
A distribuidora alerta que uma das principais ameaças em colisões contra postes é o rompimento da fiação. O impacto pode provocar a queda de cabos e energizar o solo ou a estrutura metálica do próprio veículo.

Diante dessas ocorrências, a recomendação técnica é que os ocupantes permaneçam no interior do automóvel e evitem tocar em partes metálicas até a chegada de equipes especializadas. Moradores e pedestres que estiverem no entorno devem manter distância de cabos soltos e postes danificados.

Em situações de emergência, a população deve acionar a concessionária pelos canais oficiais: o WhatsApp (83) 9135-5540 ou a central de atendimento 0800 083 0196.

Custo dos reparos e normas da Aneel
Os acidentes geram impactos financeiros e operacionais. Segundo a Energisa, a recomposição da rede elétrica custa entre R$ 4 mil e R$ 30 mil por ocorrência, a depender do porte da estrutura e dos equipamentos atingidos.

A substituição de um poste e o reestabelecimento dos circuitos levam de três a quatro horas de trabalho técnico. Conforme as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o condutor responsável pelo acidente responde pelo ressarcimento dos danos causados ao patrimônio da distribuição.

da Redação

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