
O Estado da Paraíba contabilizou 19 mulheres mortas por razões de gênero nos primeiros seis meses de 2026, de acordo com estatísticas oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento revela que os crimes de feminicídio ocorreram em 14 municípios paraibanos e aponta, ainda, o registro de outras 19 tentativas de homicídio motivadas por violência de gênero no mesmo período.

A evolução mensal das ocorrências indica que junho figurou como o período mais violento do semestre ao concentrar cinco assassinatos de mulheres, seguido por janeiro e março, que contabilizaram quatro registros cada. No recorte geográfico, a capital João Pessoa liderou os índices com cinco mortes registradas, seguida por Conceição, que somou dois casos. As demais ocorrências foram notificadas nas cidades de Arara, Baía da Traição, Belém, Bonito de Santa Fé, Desterro, Emas, Guarabira, Itapororoca, Lagoa Seca, Monteiro, Piancó e Sertãozinho.
Além das mortes confirmadas, as forças de segurança computaram 19 tentativas de feminicídio no estado ao longo dos seis primeiros meses do ano. O pico dessas investidas violentas ocorreu em junho, com sete casos registrados, enquanto janeiro e março computaram três episódios cada; maio teve três ocorrências, fevereiro somou duas e abril uma. Cabedelo, Campina Grande e João Pessoa lideraram os atentados com dois registros cada, ao passo que Alagoa Grande, Belém do Brejo do Cruz, Bonito de Santa Fé, Conde, Itapororoca, Marizópolis, Monteiro, Natuba, Pedras de Fogo, Picuí, Pilar, Pombal e Puxinanã notificaram uma tentativa cada.

O volume de casos acompanha o cenário de alerta verificado no consolidado do ano de 2025, quando a Paraíba atingiu a marca de 36 feminicídios, igualando o patamar crítico verificado em 2019 e representando uma alta de 38% sobre os índices de 2024. A escala de violência reflete o panorama nacional, visto que o Brasil bateu recorde em 2025 ao superar 1.470 vítimas no ano.
Para combater e interromper situações de violência doméstica ou ameaça, as autoridades orientam o acionamento imediato dos canais oficiais de denúncia:
da Redação